Projeto ainda não saiu do papel; prefeitura afirma que parte
dos itens já foi distribuída para escolas da rede municipal.
Uma fiscalização realizada no fim de fevereiro pelo vereador
Robinho da Vila (PRD) encontrou móveis ainda embalados e armazenados de maneira
precária em um depósito da Prefeitura de Areal, na Região Serrana
do Rio.
Durante a vistoria, o parlamentar registrou que parte do
material estava entulhada e apresentava sinais de mofo, umidade e presença de
traças.
Segundo o vereador, o município teria investido mais de R$ 1
milhão na compra do mobiliário.
Ele afirmou ainda que o espaço onde os itens estão guardados
é alugado pela prefeitura. O galpão fica localizado em Portões e no momento da
vistoria não tinha energia elétrica.
"O material tá molhado, pegando mofo. Materiais
jogados. Não dá nem para fiscalizar se tem R$1 milhão em móveis aqui. Material
novo se acabando. Esse seria o material comprado para
"escola-parque". É um absurdo. O material trancado e jogado há
anos", descreveu o vereador.
De acordo com o parlamentar, os móveis foram adquiridos em
2022 para compor a estrutura do Parque Natural Municipal José Franklin dos
Santos Vaz, projeto que, segundo ele, teve custo estimado em R$ 96 mil e não
foi implementado.
O parque foi criado pela Lei Municipal nº 1.078, de 3 de
dezembro de 2020, e é classificado como unidade de conservação de proteção
integral, com área de 46.334 metros quadrados, no bairro Alberto Torres. A
legislação prevê que o espaço seja destinado à preservação ambiental,
atividades educativas e turismo ecológico.
"Foram R$96 mil de projetos, mais R$1 milhão de movéis e o espaço está literalmente abandonado", pontuou o vereador.
Em nota, a Prefeitura de Areal informou que, os itens foram
comprados pelo Executivo como bens duráveis para equipar uma nova unidade
escolar chamada “Escola dos Sonhos”, que seria construída no Parque de Alberto
Torres.
A prefeitura informou que não foi possível dar andamento à
obra devido à impossibilidade de obtenção da escritura definitiva do terreno
onde a escola seria construída. Diante da suspensão do projeto, o mobiliário
foi armazenado em depósito.
Ainda de acordo com o município, à medida que surgiram
demandas em outras unidades da rede municipal, parte dos móveis foi destinada
para suprir necessidades existentes.
A prefeitura afirmou que receberam mobiliário as escolas e
creches municipais Renato Féo Almeida que teria recebido o mobiliário completo
, além das unidades Manoel Baptista de Andrade, Joaquim Vital Vieira e Horácio
Veríssimo, conforme a necessidade de cada instituição.
Segundo a nota, o material que permanece no depósito
corresponde ao quantitativo remanescente da aquisição original, já que parte
significativa dos itens já teria sido distribuída e está em uso nas unidades escolares
da rede.
A prefeitura reiterou que o mobiliário inicialmente previsto
para a Escola dos Sonhos não foi utilizado na unidade projetada exclusivamente
em razão da ausência da escritura definitiva do terreno destinado à construção.
Por Priscila
Torquato, g1 — Petrópolis


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