Investigação aponta que grupo usava violência, ameaças e corte de cabos para manter monopólio de internet no bairro Jacaré.
Uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal teve como alvo um grupo suspeito de controlar ilegalmente a oferta de internet em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.
A ação foi realizada na manhã desta quarta-feira (4) e
resultou na prisão de dois homens, no cumprimento de mandados em diferentes
cidades do estado e também na apreensão de duas armas de fogo.
Batizada de Operação Desconexão, a ofensiva cumpriu dois mandados
de prisão preventiva, em São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras, além de 15
mandados de busca e apreensão nos municípios de Cabo Frio, Rio de Janeiro, São
Pedro da Aldeia, Araruama e Rio das Ostras.
Em Araruama, duas armas de fogo foram apreendidas.
Segundo a investigação, a organização criminosa teria
estabelecido um monopólio ilegal na prestação de serviços de banda larga no
bairro Jacaré, em Cabo Frio, impedindo a atuação de outros provedores de
internet na região.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo mantinha o controle
do território por meio de violência e ameaças contra empresas concorrentes,
além de práticas como corte de cabos, danificação de equipamentos, intimidação
de funcionários e impedimento de instalação ou manutenção de redes por outros
provedores.
Durante as apurações, também foi identificado que os investigados utilizavam empresas registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para esconder a verdadeira estrutura de controle da atividade e dos equipamentos usados no esquema.
Em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, as diligências contaram
com apoio do Grupamento de Ações Táticas do 25º Batalhão da Polícia Militar.
Durante o cumprimento dos mandados, duas armas de fogo foram
apreendidas, uma em Araruama e outra na cidade do Rio de Janeiro.
Os presos poderão responder pelos crimes de furto
qualificado, interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicações e
organização criminosa, além de outros delitos que podem ser identificados no
decorrer das investigações.
Por Ludmila
Lopes, g1 — Cabo Frio



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