Ministro do STF terá contas
bancárias e bens em solo norte-americano bloqueados
O governo dos EUA (Estados Unidos
da América) sancionou nesta quarta-feira (30) o ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal) Alexandre de
Moraes com a Lei
Magnitsky. A medida é uma sanção econômica, que inclui o bloqueio de
contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de
entrada no país. É aplicada, em geral, a acusados de corrupção ou de graves
violações de direitos humanos.
O secretário do Tesouro
americano, Scott Bessent, afirma que Moraes está sendo o juiz e o executor de
uma “caça às bruxas” contra os EUA, seus cidadãos e as companhias americanas.
“Moraes é responsável por uma
campanha opressora de censura, detenções arbitrárias que violam direitos
humanos e perseguições políticas — que incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As ações de hoje deixam claro que o Tesouro vai continuar a responsabilizar
aqueles que ameacem os interesses americanos e a liberdade de nossos cidadãos”,
afirma.
A decisão acontece depois que
Moraes e outros sete ministros tiveram seus vistos norte-americanos suspensos
horas depois da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair
Bolsonaro, que está de tornozeleira eletrônica, proibido de acessar redes
sociais e com circulação restrita.
O deputado federal Eduardo
Bolsonaro (PL-SP) comemorou a medida, que chamou de “marco histórico e um
alerta”.
“Chegou a hora de o Congresso
agir. A anistia ampla, geral e irrestrita é urgente para restaurar a paz,
devolver a liberdade aos perseguidos e mostrar ao mundo que o Brasil ainda
acredita na democracia”, afirma.
Entenda a Lei Magnitsky
Os alvos da Lei Magnitsky são
incluídos na lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas
(SDN list) da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na
sigla em inglês).
A lei foi aprovada em 2012,
durante o governo de Barack Obama. Quatro anos depois, uma emenda passou a
permitir que qualquer pessoa envolvida em corrupção ou abusos contra os
direitos humanos pudesse ser incluída na lista de sanções.
Para que sanções sejam aplicadas
a indivíduos estrangeiros, o presidente dos Estados Unidos deve apresentar
provas confiáveis de infrações — incluindo execuções extrajudiciais, tortura e
outras violações graves dos direitos humanos.
A legislação foi criada após a
morte de Sergei Magnitsky, advogado russo que denunciou um esquema de corrupção
envolvendo autoridades de seu país e morreu em uma prisão de Moscou, em 2009.
Inicialmente, a lei tinha como foco punir os responsáveis por sua morte.
R7

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