PIX brasileiro enfrenta pressão externa e cortes orçamentários no Banco Central | Rio das Ostras Jornal

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PIX brasileiro enfrenta pressão externa e cortes orçamentários no Banco Central

PIX brasileiro enfrenta pressão externa e cortes orçamentários no Banco Central

O sistema de pagamento instantâneo Pix, uma inovação brasileira de sucesso, está no centro de um debate sobre soberania nacional e segurança financeira. Recentemente, o deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) alertou sobre a pressão comercial dos Estados Unidos e os cortes orçamentários no Banco Central, que, segundo ele, ameaçam a integridade e a gratuidade do sistema.

A investigação comercial americana, motivada por queixas de gigantes de cartões e tecnologia, é vista como uma tentativa de reverter o avanço do Pix, que hoje é utilizado gratuitamente por mais de 170 milhões de brasileiros e milhões de empresas. Ribeiro enfatiza que o sucesso do Pix, que reduziu custos e ampliou a inclusão financeira, incomoda concorrentes estrangeiros.

Ameaça à Soberania e a Defesa do Pix

Aureo Ribeiro defende que a ofensiva dos Estados Unidos contra o Pix não se trata apenas de tarifas, mas de uma questão de soberania nacional. O sistema, desenvolvido com recursos públicos e inteligência brasileira, tornou-se um dos mais avançados do mundo, garantindo transações gratuitas para pessoas físicas e um controle maior sobre o dinheiro.

Diante dessa pressão, o deputado propõe a proteção constitucional do Pix. Ele argumenta que essa medida garantiria a gratuidade para o cidadão, o acesso universal e a gestão exclusiva do Banco Central, impedindo qualquer terceirização para interesses privados. Para Ribeiro, blindar o Pix é essencial para proteger o país de chantagens externas e manter a autonomia sobre sua política de pagamentos.

Cortes no Banco Central e o Combate ao Crime

No entanto, a defesa do Pix seria incompleta sem a garantia de recursos para o Banco Central, órgão responsável por operar e fiscalizar o sistema. Ribeiro critica o corte de quase 19% nas despesas discricionárias do BC, que afetam diretamente verbas de custeio, contratos e tecnologia da informação, cruciais para a supervisão do sistema financeiro.

Ele compara a situação a 'servir o jantar e tirar os talheres da mesa', especialmente em um momento de intensificação do combate ao crime organizado. A redução orçamentária e a perda de mais de mil servidores na última década, enquanto as atribuições do BC crescem, comprometem a capacidade de fiscalização e proteção contra fraudes.

Experiência Legislativa e o Cenário de Fraudes

Com uma década de atuação no tema, Aureo Ribeiro é autor do Marco Legal dos Ativos Virtuais (Lei nº 14.478/2022), que tipificou crimes de fraude com criptoativos. Ele também presidiu a CPI das Pirâmides Financeiras, que revelou esquemas bilionários, e é autor de projetos de lei como o PL 4.932/2023, sobre segregação patrimonial em corretoras de criptoativos, e o PL 4.308/2024, que disciplina as stablecoins.

Essa experiência lhe confere autoridade para alertar sobre a infiltração do dinheiro do crime no sistema financeiro. Operações recentes, como a Carbono Oculto e a Fluxo Oculto, expuseram bilhões de reais lavados por facções criminosas, como o PCC, através de fintechs usadas como bancos paralelos. O Banco Central tem reagido, fechando brechas e exigindo autorização formal, mas a falta de estrutura orçamentária pode minar esses esforços.

Apelo ao Congresso Nacional pela Soberania do Pix

Para o deputado, constitucionalizar o Pix e preservar o orçamento do Banco Central são medidas interdependentes para sustentar a soberania brasileira. De um lado, protege-se o sistema da pressão externa que busca tarifar o que hoje é gratuito. De outro, garante-se que o regulador tenha condições de proteger os cidadãos da Região dos Lagos, do Norte Fluminense e de todo o Brasil contra fraudes e a atuação do crime organizado na economia formal.

Ribeiro convoca o Congresso a um entendimento suprapartidário, defendendo que proteger o Pix é defender o consumidor, o pequeno comerciante de Rio das Ostras e Macaé, e a família que confia na segurança de seu dinheiro. É também uma forma de proteger as vítimas de futuras pirâmides financeiras e evitar que o crime lave bilhões nas bordas do sistema. A soberania, ele conclui, não se declara, mas se sustenta com orçamento, fiscalização e coragem política.

O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos dessa importante discussão para a economia brasileira.

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