Depois de liderar movimento de
críticas, governador de São Paulo agora quer incentivar aprovação do texto
Depois de um dia de encontros e
negociações, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),
terminou a quarta-feira, 5, em um jantar com o relator da reforma tributária, o
deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB). Esta quinta-feira, 6,
começa com uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para tentar
convencer o agora presidente de honra do PL a apoiar a reforma
tributária. Bolsonaro chegou a orientar todos os deputados do Partido
Liberal – são 99 no total – a fecharem questão contra o texto. O objetivo do
governador paulista é mostrar ao ex-presidente que a reforma foi criada no
governo Bolsonaro, já que as PECs 45 e 110, que são a base do texto atual, são
de 2019. O encontro acontece na sede do PL, em Brasília, e pode mudar o
rumo dos votos da maior bancada da Câmara dos Deputados. Mesmo assim,
autoridades do Partido Liberal apontam que uma ala “mais radical” da sigla pode
continuar votando de forma contrária. Ontem, o Republicanos, legenda de
Tarcísio, decidiu apoiar a reforma tributária.
Tarcísio está em Brasília desde a
noite da última terça-feira, 4. Como antecipado pela Jovem Pan, ele
decidiu cancelar os compromissos em São Paulo e ficar em Brasília “pelo tempo
que fosse necessário”. A expectativa é de que o governador permaneça na capital
federal pelo menos até sexta-feira, 7, para acompanhar a votação do
texto. O chefe do Executivo paulista chegou a Brasília liderando um
movimento de críticas à reforma, mas isso mudou depois de negociações com o
presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), e com o
ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

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