O deputado federal Ubiratan
Sanderson (PL-RS) formalizou, na quarta-feira 25, o primeiro pedido de impeachment do
presidente Lula — por improbidade administrativa. O motivo da solicitação foi
uma declaração do petista durante sua viagem à Argentina, nesta semana. Na
ocasião, Lula chamou de “golpe de Estado” o processo de impeachment da
ex-presidente Dilma Rousseff.
“Lula ataca de forma raivosa,
abjeta e contrária à verdade a democracia brasileira, o Congresso Nacional e
também o Supremo Tribunal Federal (STF)”, argumentou o deputado. “Trata-se de um
discurso absolutamente mentiroso, falso em toda sua extensão, que não pode ser
aceito pelo Parlamento.”
O que Lula chama de “golpe” foi
um processo constitucional que obteve o aval da maioria do Congresso e a
participação do então presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Na época, o
senador Renan Calheiros (MDB-AL), aliado do petista, presidiu a sessão de impeachment ao
lado de Lewandowski.
Conforme Sanderson, o presidente
atentou contra a honra e a dignidade do Congresso Nacional. “Essa é uma
situação que exige uma resposta à altura do Parlamento, para que a verdade seja
estabelecida”, sustentou o deputado. “O discurso de Lula viola o Estado
Democrático de Direito e as decisões judiciais.” Depois de ser recebido pelo
presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o pedido de impeachment deve
ser encaminhado para o Senado.
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