Ministro de Minas e Energia
concedeu entrevista exclusiva ao Os Pingos nos Is e alertou para as
consequências da aprovação da proposta que aumenta o gasto público no próximo
ano
O ministro de Minas e
Energia, Adolfo
Sachsida, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa Os
Pingos nos Is nesta quarta-feira, 21, e aproveitou para elencar as
melhorias realizadas pelo atual governo no setor. Segundo o chefe da pasta, o
terceiro governo de Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) — eleito nas eleições presidenciais que
ocorreram em outubro — receberá uma “herança bendita” de Jair Bolsonaro (PL).
“O Brasil reduziu de maneira permanente 13 impostos e manteve preços livres.
Inflação brasileira será, pela primeira vez, menor que nos Estados Unidos,
Alemanha, Inglaterra. E o crescimento brasileiro será maior que dos Estados
Unidos, Alemanha e China”, pontuou. Nas palavras de Sachsida, há um claro
avanço nas políticas energéticas, já que o mundo enfrenta uma crise relacionada
ao tema, enquanto o Brasil diminui os preços cobrados pelo combustível e pela
energia consumida pela população. “Nossa equipe econômica preza por consolidação
fiscal. Estamos entregando, pela primeira vez desde a redemocratização um país
que gasta menos em relação ao PIB do que a quatro anos atrás. As contas
públicas estão em ordem. Autonomia do Banco Central, lei de ferrovias, nova lei
de cabotagem, novas leis que trazem segurança par ao investimento privado… São
legados que o governo está deixando”, ressaltou.
Ao comentar sobre a aprovação em
segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição ‘fura-teto’ na Câmara do Deputados,
que visa ampliar em R$ 145 bilhões o gasto público fora do teto de gastos,
Sachsida alertou que, com práticas fiscais irresponsáveis, “o risco do país
aumenta, a taxa de juros aumenta, inflação aumenta e o câmbio desvaloriza”,
causando um impacto maior à população mais pobre — já que o governo, em tese,
terá problemas para pagar sua dívida e os menos favorecidos receberão um
benefício com menor poder de compra. “Você precisa gastar mais para rolar a
dívida e o pobre recebe menos em decorrência da inflação. Essa PEC da gastança
só olha um lado, só aumenta o gasto”, finalizou.
Por Jovem Pan

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