Senador Marcos Rogério da base governista
Pedro França/Agência Senado
Para o senador governista, há uma
intenção de desgastar o presidente Jair Bolsonaro no ano eleitoral com uma nova
comissão de inquérito
Nesta segunda-feira, 17, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) concedeu uma entrevista ao vivo para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Ele comentou o pedido de abertura de uma nova CPI da Covid-19, feito pelo colega parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para apurar omissões do governo federal na vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade. Ele criticou a iniciativa e disse que é uma tentativa de influenciar o resultado das eleições presidenciais, prejudicando o presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua gestão do combate à pandemia. Rogério disse que os senadores que propuseram a abertura de novo CPI estão criando palanque sobre as mortes. “Eu não tenho dúvida disso. É o culto ao caos”, opinou.
“Ao tentar recriar uma CPI aqui,
com todo respeito, tentam criar um ambiente para o embate político no jogo
pré-eleitoral. Porque, do ponto de vista processual, faltou lá [cumprir a
função de CPI] e vai faltar aqui. Querem fazer palanque sobre caixões. Eu não
tenho dúvida disso. É o culto ao caos. O mundo todo está com problema com a
pandemia. Países avançados, desenvolvidos, estão com problema. Israel está indo
agora para a quarta dose da vacina, e os números continuam preocupantes. Na
Europa a situação é crítica. No Brasil respostas têm sido dadas tanto pelos
municípios, pelos Estados, mas sobretudo pelo governo federal, que é quem
compra a vacina e quem dá as condições de logística e os grandes investimentos
para o enfrentamento”, criticou.
O senador ainda também defendeu o
governo federal em relação a suposta omissão na compra de vacinas para
crianças: “Na verdade, se sabe que não houve omissão e que não houve atraso. O
Ministério da Saúde agiu dentro do prazo, a partir da decisão da Anvisa de
autorizar a imunização de crianças. Eu não tenho dúvida de que é uma uma tentativa
lamentável, porque isso não contribui com o processo de enfrentamento à
pandemia”, disse Rogério. “A CPI foi palco de maus tratos, de abuso de
autoridade, de desrespeito às regras basilares do devido processo. Não se
respeitou nada, tanto que na instância própria para oferecimento de eventual
denúncia, seja na esfera criminal ou civil pública, não se teve proveito
daquilo que foi o inquérito, porque CPI é uma ‘comissão parlamentar de
inquérito’, tanto que se determina uma nova investigação para se aferir se
aqueles fatos são existentes, justificam a propositura de ação ou não. Isso é a
evidência cabal de que a CPI não cumpriu o seu papel”.
Questionado sobre o imbróglio do
ICMS, apontado como problema no aumento do preço dos combustíveis, o senador
defendeu que o Senado se debruce sobre o tema. “É uma situação preocupante e,
sobretudo, em razão das decisões que vem sendo tomadas agora, mais
recentemente, pelos Estados de recompor o preço dos combustíveis, o que vai
impactar na bomba e na vida dos consumidores. Eu penso que esse é um tema que
deve ser discutido pelo Senado Federal, que é a casa da Federação Brasileira. O
Senado precisa chamar esse assunto para discussão no campo interno. Os Estados,
é bom que se diga, alguns deles mais do que dobraram a arrecadação, impactado
pelo preço dos combustíveis. Quem tinha na casa de quase R$ 1 por litro no
preço da gasolina de ICMS, com o preço como está, colocando todo esse peso para
o consumidor, vai para quase R$ 2. Isso interessa muito aos Estados, mas
penaliza o consumidor brasileiro, que já tem um custo de vida alto no Brasil”,
finalizou.
Por Jovem Pan
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