Queiroga é o quarto ministro da saúde no Brasil desde
o início da pandemia de Covid-19.
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA
Em entrevista ao Jornal Jovem
Pan, ministro da saúde também manifestou preocupação com cobertura vacinal na
região Norte
O ministro da saúde do
Brasil, Marcelo
Queiroga, informou que já foi aberto um processo administrativo para o
erro ocorrido na vacinação de crianças contra a Covid-19 na Paraíba,
em que 48
crianças receberam doses destinadas a adultos, e não as pediátricas, que
têm um terço do volume. Em entrevista ao Jornal Jovem Pan, da Jovem Pan News,
Queiroga informou que os casos serão monitorados. “Estou em diálogo com as
autoridades sanitárias para que se faça um monitoramento adequado, que não é só
acompanhar essas crianças, é preciso examiná-las. Precisamos fazer a virada
sorológica. Já há um processo administrativo instaurado para apurar as
responsabilidades, o Ministério
Público Federal também acompanha esses casos e, neste momento, o foco
é apoiar as famílias”, declarou o ministro. Ele ainda cobrou que esse tipo de
situação não se repita e destacou algumas diferenças, como realizar a vacinação
das crianças num local separado da dos adultos, com profissionais diferentes e
com frascos com tampas de cores diferentes.
Queiroga ainda ressaltou os
esforços no sentido de ampliar a testagem contra a Covid-19 no Brasil. “Há uma
dificuldade de testes no mundo inteiro. Agora em janeiro vamos distribuir cerca
de 28 milhões de testes. Até o dia 15 já distribuímos 13 milhões para Estados e
municípios. Em fevereiro, já está garantida a distribuição de 7,8 milhões, e é
possível ampliar essa oferta. O governo federal já encaminhou à Anvisa um
pedido para a liberação da venda de testes nas farmácias para quem desejar
fazer o autoteste. Vamos fortalecer a distribuição dos testes para os Estados.
Esperamos que a Anvisa ratifique o encaminhamento do Ministério da Saúde para
autorizar a venda desses testes nas farmácias, e cada farmácia que tem um
farmacêutico responsável, técnico, terá a incumbência de orientar quem
adquiro-los, inclusive no que tange à notificação dos resultados. Precisamos
ampliar a oferta desses testes, ampliar a concorrência, para que os valores
caiam e aqueles que usam o sistema privado possam ter acesso a testes por um
valor mais adequado”, afirmou.
Sobre a variante Ômicron, mais
transmissível, o titular do Ministério da saúde comentou acompanhar a situação,
e ter uma preocupação especial com a região Norte. “O Ministério da Saúde faz a
vigilância não só dos casos mas também da capacidade de resposta do sistema de
saúde. Houve um aumento das internações, mas não todas as internações se devem
à Covid-19, nós temos internações da H3N2, mas ainda não há uma pressão como
houve no pico da variante gama. Há um aumento na atenção primária porque os
casos de Ômicron afetam mais as vias aéreas superiores. Não é que se menospreze
o impacto da Ômicron em idades mais elevadas ou com comorbidades podem ter
desfechos graves, e em relação aos profissionais de saúde há uma preocupação porque
são os profissionais que estão atendendo as pessoas. Estamos acompanhando
diariamente essa questão. O que nos preocupa é a questão da região Norte,
porque a cobertura vacinal na região Norte e em alguns estados do Nordeste é
mais baixa. Quando a cobertura vacinal é mais baixa a população fica mais
exposta. E é justamente nessas regiões onde o sistema de saúde tem uma
estrutura mais frágil, e aí se houver alguma pressão, isso pode criar algum
tipo de transtorno, que eu espero que não seja como no pico da variante gama”,
disse o ministro da Aaúde.
Por Jovem Pan
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