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Novo
prefeito garante que as prioridades de sua gestão à frente do
Executivo
são a Saúde e Educação - Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
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Marcinho
Bombeiro, que assume hoje, anuncia acerto com servidores e corte de secretarias
Três dias após
o afastamento judicial do prefeito de Belford Roxo, Waguinho (MDB), o
presidente da Câmara Municipal, Marcinho Bombeiro (PSL), assume hoje a cidade.
Em entrevista a O DIA, o sucessor prometeu regularizar dívidas com os
servidores que se arrastam desde 2016, mas o acerto deve ficar "mais pro
futuro". Aliado político de Waguinho — este é acusado de chefiar uma
quadrilha que teria desviado R$ 14 milhões dos cofres públicos —, Bombeiro
garantiu que o emedebista não terá voz em seu governo, contradizendo áudio
atribuído ao próprio vereador no ano passado.
Servidores
dizem que a categoria mais afetada pela dívida é a da Saúde, com cinco
pagamentos de 2016 em aberto. Há outras com quatro salários acumulados.
Waguinho alegava que não era responsável por débito deixado pelo ex-prefeito
Denis Dauttmam (PCdoB). "Eu tenho que primeiro ver qual impacto terá na
folha. Isso aí não vai ter problema [...] Se é um direito deles, nós vamos
pagar. Pode ter certeza", afirmou Bombeiro, que cogita parcelar os atrasados,
mas ainda não tem prazos.
O substituto
buscará orientações junto ao Ministério Público para definir quais ações são
prioritárias. "O pagamento do servidor é importante? Lógico. O atrasado,
eu acho que é uma coisa que a gente vai ver mais pro futuro. Hoje, a prioridade
é o quê? A Saúde não pode parar, a Educação não pode parar, o asfalto nas ruas
não pode parar", acrescentou.
Servidores
efetivos denunciam ainda que Waguinho tirou diversos direitos em 2017, como
adicional noturno, periculosidade, insalubridade e vale-transporte. E que não
têm acesso a contracheques há nove meses. Bombeiro se comprometeu em verificar
as denúncias.
Reduzir
secretarias — que chegaram a 39 na gestão de Waguinho e hoje são 23 — e cargos
comissionados — que ultrapassam 3,8 mil — são outras metas. Bombeiro não
definiu quais pastas serão descontinuadas ou aglutinadas.
Quando o TRE
cassou os diplomas de Waguinho e seu vice, Márcio Canella (MDB), em março de
2018, por caixa 2, vazou um áudio atribuído a Bombeiro. Nele, o então
presidente da Câmara teria dito: "Se o prefeito cair, quem assume é o
Marcinho Bombeiro. Aí pode ficar tranquilo que continua a mesma coisa. Só vai
trocar o nome. Mas quem vai assinar é o prefeito". Bombeiro diz que não
procede. O vereador Cristiano Santos (PTB), criticado no áudio, garante que a
voz é do rival. "Vamos mostrar que o Marcio Cardoso Pagniez (Bombeiro) é
uma pessoa e o Wagner dos Santos Carneiro (Waguinho) é outra", ressaltou,
ontem, o sucessor.
Bombeiro vai
consultar o MP para definir quais contratos serão suspensos, já que o órgão
apontou fraudes. Em fevereiro, como publicou o Informe do Dia, ele foi
denunciado pelo MP por poluir o Rio Botas com resíduos sólidos e intimidar
fiscais do Inea com arma. O prefeito nega. Novos secretários devem tomar posse
na próxima semana. Nelci Praça (PTB) assume a Câmara. O vice-prefeito, Canella,
é deputado estadual e está proibido de frequentar a prefeitura porque é
investigado no grupo de Waguinho.
Por GUSTAVO RIBEIRO

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