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No mês
passado, por excesso de resíduos, quatro das cinco estações
de
tratamento foram fechadas, provocando fila na única aberta, em
Santíssimo - Armando Paiva / Agência O
Dia
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Segundo
relatório do TCM aprovado ontem por unanimidade, problemas com tratamento do
resíduo do lixo pode causar acidente ambiental no Estado do Rio
O Estado do Rio
corre o risco de sofrer um grave acidente ambiental devido à incapacidade de
tratamento de todo o chorume produzido no Centro de Tratamento de Resíduos
Sólidos Urbanos do Rio de Janeiro (CTR-RIO). A constatação é de uma
representação feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) após uma
vistoria no aterro sanitário entre 11 de março e 9 de abril deste ano. Ontem, o
teor da inspeção foi aprovado por unanimidade no plenário do órgão, que deu 15
dias para a Prefeitura do Rio apresentar um plano de ação que resolva o
problema. Num cenário mais pessimista, se nada for feito, cerca de 2 milhões de
litros de chorume podem ser jogados no solo, atingindo lencóis de água
subterrânea.
O relatório do
Corpo Técnico do TCM constatou que a geração de chorume está 48,6% acima da
capacidade de tratamento previsto para a Estação de Tratamento de Chorume (ETC)
na licença de operação firmada com a empresa Ciclus Ambiental do Brasil. Se
isso não bastasse, a unidade vem conseguindo tratar menos do que o previsto no
acordo. Uma das soluções encontradas pela empresa foi enviar para tratamento
externo cerca de 24 carretas cheias de resíduo por dia.
Outro paliativo
foi criar lagoas de armazenamento de chorume. Acontece que essa estratégia
também já está chegando ao limite. O número de reservatórios saltou de quatro,
em 2015, para 15 no ano passado. No entanto, em 2016, ao conceder a licença de
operação à Ciclus, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) colocou uma condição
para a operação: a empresa deveria apresentar em 60 dias um plano de ação para
redução de armazenamento nas lagoas do CTR. Em dois anos, deveria reduzir 50% e
cessar o tratamento externo.
No relatório,
os técnicos do TCM apresentam três cenários hipotéticos que podem evoluir para
uma acidente ambiental. No mais otimista deles, isso aconteceria em 95 dias,
devido a uma possível interrupção do tratamento interno de chorume e capacidade
esgotada de armazenamento do resíduo nas piscinas. O prazo mais pessimista é de
44 dias, o que ocorreria caso houvesse também a impossibilidade de envio para
tratamento externo.
O relatório
também é enfático ao afirmar que, por si só, a simples existência de lagoas e o
envio do material para tratamento externo "representam potencial risco de
grave contaminação do meio ambiente, pois podem ocorrer vazamentos nas lagoas
de armazenagem, bem como problemas durante o transporte de chorume".
Procurada, a
Comlurb informou que não irá se manifestar por enquanto porque "ainda não
foi notificada e não teve acesso ao conteúdo do relatório".
Por Maria Luisa de Melo

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