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Estação
ambiental incendiada no município de Icapuí
Foto: Arquivo pessoal
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Promessa do
Governo do Estado de acabar com domínio de facções no Ceará foi estopim para
série de ataques ordenados por presidiários. Desde quarta-feira, 115 ataques
ocorreram em 33 cidades do Ceará; 110 pessoas foram detidas e duas, morreram.
Criminosos
voltaram a cometer ataques no Ceará em represália à promessa do Governo do
Estado de acabar com domínio de facções no Ceará, que foi o estopim para série
de ataques ordenados por presidiários. Entre a noite de domingo (6) e a
madrugada desta segunda-feira (7), criminosos incendiaram uma estação ambiental
em Icapuí e veículos de uma oficina em Fortaleza.
Uma embarcação
do Corpo de Bombeiros foi destruída em um incêndio na Barra do Ceará, na
capital, porém os bombeiros não confirmaram se o caso está relacionando à onda
de ataques no Estado.
A estação
ambiental incendiada fica localizada na Praia de Requenguela, no município de
Icapuí. O incêndio no local teve início por volta das 23h. De acordo com a
Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para conter as
chamas. Na estação ambiental atingida eram desenvolvidos projetos sociais que
incentivavam a economia sustentável por meio da produção local de produtos com
matéria-prima da região.
Em Fortaleza,
por volta de 1h desta segunda-feira (7), o alvo foi uma oficina mecânica que
presta serviços para a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia.
Dois veículos foram destruídos pelas chamas. O fogo foi contido pelo
proprietário do local com a ajuda de vizinhos.
O Governo do
Ceará afirmou na noite deste domingo que iniciou
a transferência de chefes de facção para presídios federais. Um dos
chefes já foi transferido para um presídio federal em outro estado, ainda não
informado, e outros 19 membros de organização criminosa serão levados a outras
unidades. O governo estadual disse que aguardava uma questão logística para
levá-los.
O Ceará vive
uma onda
de violência no estado, ordenada por chefes de facção que estão presos
em unidades presidiárias no Ceará. Desde quarta-feira, criminosos fizeram 115
ataques em 33 cidades do Cearáem uma série de crimes ordenados por
presidiários. Os policiais detiveram 110 suspeitos, entre adolescente e
adultos. Dois suspeitos foram mortos.
Celulares
nos presídios
A sequência de
ataques foi uma represália de criminosos à fala do secretário da Administração
Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a
entrada de celulares nos presídios. Desde o início da onda de crime, agentes
apreenderam 407 celulares em presídios onde foram ordenados os crimes.
Em uma das ações, os presos fizeram um motim.
De acordo com
Mauro Albuquerque, o controle da entrada de celulares será "uma das
medidas" adotadas na gestão dele como secretário de Administração
Penitenciária, cargo criado no segundo mandato do governador do Ceará, Camilo
Santana, em 1º de janeiro deste ano. "É uma das medidas, mas não a única.
Investir nos equipamentos que impeçam a entrada de objetos é um trabalho mais
importante e que vamos aprimorar aqui", afirmo Mauro.
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Força
Nacional começa a atuar nas ruas de Fortaleza
Foto: Camila Lima/SVM
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"O crime
hoje está organizado nacionalmente, para além das divisas. Então não adianta
uma unidade possuir o bloqueio [de sinal de celular] e as demais, não. Iniciativas
como o Sistema Único de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário são
importantes para essa nacionalização das medidas", disse.
Reforço
policial
Desde a
quinta-feira, as equipes de segurança do Ceará receberam vários reforços: 300
membros da Força Nacional, 100 policiais militares da Bahia e 50 policiais
rodoviárias federais.
As equipes
da Força Nacional atuam principalmente em blitze, já que a maior parte
dos criminosos usam carros para ir aos locais do crime e em seguida para fugir,
de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.
As equipes
foram pelo menos 20
blitze simutâneas em "vias estratégicas" de Fortaleza e
cidades da Região Metropolitana, que concentram cerca de 80% dos ataques no
estado.
Já os policiais
baianos que chegaram neste domingo ao Ceará para ajudar no combate
ao crime atuam no interior do estado.
Por G1 CE


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