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Central das
Eleições recebe Jair Bolsonaro,
candidato do PSL à presidência
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Candidato do
PSL deu declarações à GloboNews. Bolsonaro também disse que 'talvez' manterá
subsídio para reduzir preço do diesel e que não acredita em pesquisas
eleitorais.
O candidato
do PSL à
Presidência da República, Jair
Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (28) em entrevista à GloboNews
que, se eleito, extinguirá o Ministério das
Cidades e mandará o dinheiro atualmente gerenciado pela pasta
diretamente para as prefeituras.
Bolsonaro foi o
segundo entrevistado da série da GloboNews com
presidenciáveis. O primeiro foi
Ciro Gomes (PDT). Nesta quarta (29), será a vez de Geraldo Alckmin
(PSDB) e, na quinta (30), a de Marina Silva (Rede).
A declaração de
Bolsonaro sobre extinguir o ministério foi dada após ele ser questionado sobre
quais as propostas para o seneamento básico.
"A questão
do saneamento entra naquilo que eu falo: na extinção do Ministério das Cidades.
É mandar o dinheiro diretamente para o município para construir casas e para o
saneamento também. É a descentralização. É mandar o dinheiro para onde ele tem
que ir de verdade. E lá o prefeito vai usar essa verba no que achar melhor, no
que precisar. Saneamento, casa popular, e seja o que for", declarou
Bolsonaro na entrevista.
De acordo com o
Ministério das Cidades, cabe à pasta, entre outros pontos, definir as políticas
de desenvolvimento urbano, habitação, saneamento básico, mobilidade urbana, transporte
urbano e conservação dos sistemas urbanos de água.
Outros temas
Saiba, abaixo,
outros temas abordados pelo candidato na entrevista à GloboNews:
- Rejeição em pesquisas eleitorais: "Me
desculpa, não acredito em pesquisas. [...] Dada a aceitação que tenho,
como terei amanhã no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, onde vou
fazer turnê na região. E eu não sou hostilizado nas ruas. [...] O meu
sentimento é que, de uma forma ou de outra, sempre dizem que, em eu indo
para o segundo turno, não ganho de ninguém. Isso não é verdade".
- Educação: "Nessas áreas [rurais],
muitas vezes, a escola está muito longe da onde mora aquela criança. E a
tecnologia por satélite já chegou lá. Seria nós começarmos a investir por
aí. E logicamente nesses locais, um pai, uma mãe, ou alguém, que tome
conta da garotada, pela manhã, tendo esse ensino à distancia, vai levar
algum tipo de informação para essa garotada ser alguém no futuro. Por
outro lado, também, não quero desempregar professores. Em hipótese alguma.
Eu considero que o ensino presencial é o melhor possível. Mas poderíamos,
sim, ter algumas áreas, algumas matérias à distancia dessa forma."
- Subsídio para reduzir preço do diesel: "Vou
conversar com minha equipe econômica e tomar uma decisão. O governo está
ali para tomar decisão, Às vezes, [as decisões são] salgadas ou não, mas
temos que buscar uma solução, talvez mantendo subsídio. O ideal é não ter
subsídio. Mas o que acontece? Por que tem subsídio? A carga tributária é
muito grande no Brasil. Este é o grande problema".
- Médicos cubanos: "Nós não temos
qualquer comprovação que esses médicos, que estão atendendo pessoas
humildes e pobres, realmente saibam do seu ofício. Qualquer país do mundo
você faz o Revalida. Apenas aqui não. E uma coisa mais grave, me permite
aqui, fala-se tanto em direitos humanos, e eu sou acusado de ser um
elemento contrário aos direitos humanos, pega uma médica, uma senhora
cubana, e comece a ganhar confiança dela e pergunte: 'Tem filhos?' Tem.
'Quantos?' Três. 'Cadê?' Estão em Cuba. Elas não podem trazer os filhos
para cá".
- Privatização: "O PT, se eu não me
engano, criou umas 50 estatais nesses 13 anos. Essas, em poucos meses, nós
temos que extinguir ou privatizar com toda a certeza. Depois, temos 100
sobrando. Vamos ver qual vai ser o modelo."
Por G1, Brasília

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