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Deputados
iranianos queimam bandeira dos EUA no Parlamento
do Irã
(Foto: HO / Agência de Notícias da Assembleia Consultiva
Islâmica / AFP Photo)
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Presidente
iraniano, Hassan Rohani, anunciou na terça (8) que país 'continuará' no acordo
nuclear se seus interesses estiverem garantidos.
Um grupo de
deputados iranianos ateou fogo à bandeira dos Estados Unidos,
nesta quarta-feira (9), na sede do Parlamento do Irã, assim como em
um documento que representava o acordo nuclear, em protesto pela decisão do
presidente americano, Donald Trump, de se retirar do pacto.
O parlamentar
conservador e chefe do comitê nuclear, Moytaba Zolnuri, subiu à tribuna do
plenário e, antes de queimar a bandeira americana, gritou o lema
revolucionário: "morte aos EUA".
Outros
deputados saudaram com entusiasmo a queima da bandeira e gritaram: "Vocês
incendiaram o JCPOA (sigla em inglês do pacto) e nós queimamos a bandeira de
vocês".
Este gesto
simbólico acontece no dia seguinte ao
anúncio de Trump de que os EUA deixam o acordo assinado em 2015
entre Irã e seis grandes potências e que voltará a impor sanções econômicas
contra o Teerã. A decisão foi condenada por seus aliados europeus e elogiada
por Israel e Arábia Saudita. Veja
repercussão.
O acordo limita
o programa nuclear de Teerã em troca do levantamento de sanções, mas, segundo
Trump, é "desastroso" e não cumpre seu objetivo de o Irã não
conseguir a bomba atômica.
'Narcisista
e ignorante na política'
Durante a
sessão no Parlamento do Irã, o presidente do Parlamento descreveu Trump como um
indivíduo "narcisista e ignorante na política". Ali Larijani se
perguntou se "é uma honra desempenhar o papel dos bandidos e ser uma
marionete de um grupo de responsáveis sem-vergonhas da região como o regime
sionista (Israel)".
"Trump não
tem capacidade mental para lidar com adversidades", disse Larijani.
Ele relembrou
alguns dos "atos estúpidos" protagonizados por Trump. "Esta
pessoa um dia na frente dos líderes do mundo na ONU anuncia que vai destruir o
líder da Coreia do Norte" e, outro dia, "se esquece totalmente das
suas palavras e diz que ele é uma pessoa respeitosa para negociar",
criticou Larijani.
Ele também
citou as mudanças bruscas ocorridas na Síria, onde Trump disse que queria tirar
as tropas americanas e dois dias depois efetuou bombardeios. "O senhor
Trump acha que a história dos países e das mentes das nações é esquecida e está
se tornando inconsciente como a dele", ironizou.
Esforço
diplomático
O presidente
iraniano, Hassan Rohani, anunciou nesta terça à noite que o Irã
"continuará" no acordo nuclear se seus interesses estiverem
garantidos, e tomará "decisões" mais adiante em caso contrário.
Entre essas
medidas, Rohani advertiu que o Irã pode voltar a enriquecer urânio a
"nível industrial".
O objetivo
agora é conversar com os demais signatários do pacto - Rússia, China, Reino
Unido, França e Alemanha - para comprovar se preservarão o acordo. Nesta
quarta, países
europeus anunciaram uma reunião com o Irã para a próxima
segunda-feira.
O ministro das
Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, informou que "em
resposta às persistentes violações dos EUA e a retirada ilegal do acordo
nuclear "vai realizar" um esforço diplomático para descobrir se os
outros signatários do JCPOA podem garantir seus benefícios completos para o
Irã".
"O
resultado (dessas consultas) determinará a nossa resposta", disse Zarif,
em sua conta do Twitter, alinhado com o anúncio feito pelo presidente.
Por G1

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