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Aparelho
celular com a tela bloqueada
(Foto: Anatel/Reprodução)
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Donos de
smartphones irregulares vêm sendo notificados desde fevereiro. Testar Imei no
ato da compra evita surpresas; confira passo a passo.
A Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) começa a bloquear, nesta quarta-feira
(8), celulares "piratas" que estejam em operação com chips do
Distrito Federal e Goiás. A medida foi anunciada há dois meses, e vale para
todos os aparelhos irregulares habilitados desde 22 de fevereiro de 2018.
Nas demais
regiões do país, o bloqueio de celulares em situação similiar ocorrerá em duas
fases: uma em dezembro, e outra em março de 2019. Segundo a Anatel, são
considerados piratas os aparelhos não certificados pelo governo, ou que tenham
o número de identificação adulterado, clonado ou fraudado de outras formas.
Esse número de
identificação é o Imei – sigla para International Mobile Equipment Identity. O
Imei tem 15 dígitos e funciona como o "chassi" do veículo, ou seja,
cada celular produzido e ativado ao redor do planeta tem numeração específica.
Na hora de
roubar ou clonar um telefone celular, muitas vezes, os criminosos adulteram
esse número para despistar o rastreamento. Por isso, segundo a Anatel, qualquer
aparelho com problemas neste registro estará irregular.
Números
foram notificados
Desde o dia 22
de fevereiro, celulares irregulares que foram ativados no DF e em Goiás já
receberam notificação do problema.
“Operadora
avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes
celulares em 75 dias.”
Segundo a
Anatel, o texto foi enviado novamente quando faltavam 50 e 25 dias para a
desativação. Nesta terça (7), véspera do bloqueio, os usuários devem receber
mais um aviso.
Como
conferir?
Mesmo que o
dono do smartphone não tenha recebido qualquer aviso, é fácil conferir a
autenticidade do aparelho em mãos. O passo a passo é informado pela própria
Anatel e deve ser seguido, preferencialmente, no ato da compra. Confira:
- O código Imei, com 15 dígitos, costuma vir descrito
na caixa do aparelho. Em alguns modelos, ele também aparece em um adesivo
na bateria do smartphone. Se os dois não "baterem", há algo de
errado.
- Se você abrir o teclado do telefone e digitar *#06#,
o próprio aparelho exibe o Imei interno. Em alguns modelos, é preciso
apertar o botão de ligar em seguida. Confira se o número bate com os
anteriores.
- Se o celular recebe mais de um chip, cada
"slot" terá um Imei diferente. Neste caso, é preciso checar se
todos os códigos conferem.
Além de
garantir a autenticidade do produto, o Imei regular também ajuda a proteger o
próprio dono do smartphone. Em caso de perda ou roubo, o código pode ser usado
pela operadora para bloquear o aparelho à distância, evitando qualquer acesso
indevido aos dados.
Celulares
'gringos'
Segundo a
Anatel, quem comprou o smartphone no exterior não precisa se preocupar – mesmo
que aquele modelo ainda não tenha sido certificado no Brasil.
De acordo com a
agência reguladora, se o telefone tiver certificação no país de origem e for
comprado de modo regular, ele deve continuar funcionando.
Nestes casos,
as regras vigentes da Anatel permitem o uso do aparelho, mas proíbem a venda ou
revenda em território nacional. Apesar disso, a agência diz "não
recomendar" o uso de smartphones sem selo nacional, porque pode haver
problemas de compatibilidade e segurança.
Perigo para
a saúde
A Anatel diz
que os celulares piratas não são um problema apenas pela ligação com roubos e
furtos. Segundo o órgão, eles podem ser "perigosos para a saúde do
usuário" por apresentarem grande quantidade de chumbo e cádmio, materiais
de baixa qualidade e falta de garantia sobre o limite de radiação.
"Além
disso, eles tendem a apresentar problemas de queda de chamadas e falhas na
conexão de dados", informa a agência.
Por Mateus Rodrigues, G1 DF

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