Transferência
de sede diplomática é polêmica, pois status de Jerusalém é ponto crucial nas
negociações de paz entre israelenses e palestinos.
A Guatemala inaugurou
nesta quarta-feira (16) em Jerusalém sua nova embaixada em Israel, seguindo os passos dos Estados
Unidos, uma iniciativa que rompe décadas de consenso internacional e revolta os
palestinos.
A Guatemala é o
segundo país a transferir sua sede diplomática israelense de Tel Aviv para
Jerusalém. A inauguração da embaixada
dos EUA nessa cidade na última segunda-feira foi marcada por um dia
de violenta repressão israelense de manifestantes palestinos na Faixa de Gaza,
que deixou quase 60 mortos e centenas de feridos.
A decisão dos
EUA acabou com o consenso internacional de manutenção das embaixadas fora de
Jerusalém, uma consequência da disputa sobre o status da Cidade Sagrada e o
conflito israelense-palestino.
No conflito
entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para
judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto
crucial nas negociações de paz.
Israel
considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos
reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro
Estado.
"Vocês
sempre estiveram entre os primeiros. O segundo país a reconhecer Israel",
declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que participou na
cerimônia de inauguração, ao lado do presidente guatemalteco Jimmy Morales.
Netanyahu
anunciou que visitará a Guatemala em sua próxima viagem pela América Latina.
Por France Presse

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