![]() |
Euriquinho
disse que foi chamado como testemunha
na delegacia
(Foto: Reprodução / GloboNews)
|
Vice-presidente
de Estádios do Botafogo, Anderson Simões, também foi levado para prestar
esclarecimento na delegacia. Três membros de torcida organizada foram presos
nesta sexta.
O presidente do
Fluminense, Pedro Eduardo Silva Abad, e Eurico Brandão, vice-presidente de
futebol do Vasco e filho do presidente do clube, Eurico Miranda, chegaram para
depor na Cidade da Polícia por volta das 11h30 desta sexta-feira (1). Eles são
alvos de mandados de condução coercitiva em uma operação que investiga
favorecimento e relações promíscuas entre os clubes e as torcidas organizadas.
Na chegada à
delegacia, Eurico Brandão, conhecido como Euriquinho, disse que foi prestar
esclarecimentos como testemunha. Mas, segundo a polícia e o MP, ele não foi
convidado, mas obrigado a depor. "Eu estou aqui como testemunha. Não estou
como envolvido no processo. Não tenho nenhum envolvimento. Vou ver se eu posso
ajudar em alguma coisa. Espero que possa ajudar", alegou o filho de Eurico
Miranda.
Também foi
levado para prestar esclarecimentos o vice-presidente de Estádios do Botafogo,
Anderson Simões. Após o depoimento, a Polícia Civil entrou com pedido de
afastamento como medida cautelar e, segundo a delegada, Simões será afastado do
cargo. O G1 tentou entrar em contato com a assessoria do
Botafogo, mas não conseguiu. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na
casa de Simões, em Copacabana, e na sala dele no Estádio do Engenhão, onde a
polícia encontrou dois facões.
Nesta manhã,
três líderes de torcidas organizadas de times de futebol do Rio foram presos
por Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em
conjunto com o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor
(Gaedest), do Ministério Público, e com o Juizado Especial do Torcedor. Os três
presos foram presos após a investigação da polícia civil mostrar que eles
vendiam ingressos cedidos pelo clube para cambistas.
“Não se tem
provado que todos os dirigentes saibam da destinação dos ingressos. Mas temos
que saber que, quando você assume uma agremiação desse porte, não é
desconhecido. Os ingressos são passados para o núcleo duro da torcida. A venda
desses ingressos e só uma parte do que arrecada uma torcida de futebol” ,
afirmou Marcos Kac, promotor do Gaedest.
![]() |
Presidente
do Fluminense chegou por volta das
11h30 para
prestar depoimento
(Foto:
Reprodução / GloboNews)
|
"Durante
as investigações, constatamos várias ilicitudes entre dirigentes de clubes e de
torcidas organizadas. Esta foi a primeira fase da investigação. Essas
diligências de hoje foram necessárias para que possamos identificar outras
pessoas que possam estar relacionadas a essa grande associação criminosa",
explicou Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão a crimes de
Informática (DRCI).
Por volta das
6h, foram presos Manuel de Oliveira Menezes, presidente da Young Flu, que
estava em casa em um condomínio fechado em Quintino, na Zona Norte do Rio, Luiz
Carlos Torres Júnior, o Fila, vice-presidente da Young Flu, e Ricardo Alexandre
Alves, o Pará, presidente da Força Flu.
O objetivo da
Operação Limpidus é cumprir 4 mandados de prisão, 10 de condução coercitiva e
13 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Guilherme Schilling, do Juizado
Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE). Os presos serão indiciados
por associação criminosa e prática de cambismo.
As torcidas
Young Flu e Força Flu disseram que vão se manifestar quando tiverem mais
informações sobre a operação. O Botafogo disse que vai se posicionar mais
tarde, com uma nota oficial. Os outros citados ainda não se manifestaram.
Por
Mahomed Saigg, Bárbara Carvalho e
Henrique
Coelho, TV Globo, GloboNews e G1 Rio


0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!