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© DIDA
SAMPAIO/ESTADÃO O ex-ministro
da Fazenda
Guido Mantega
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O ex-auditor da
Receita Federal Paulo Roberto Cortez afirmou em delação premiada que o
ex-ministro da Fazenda Guido Mantega nomeava pessoas ligadas a ele para cargos
estratégicos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para
beneficiar empresas. A informação foi antecipada nesta quinta-feira, 30, pela
GloboNews.
A delação de
Cortez, que também atuou como conselheiro do Carf, embasou a denúncia oferecida
pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro, no dia 8, por corrupção
passiva, advocacia administrativa tributária e lavagem de dinheiro. Outras 13
pessoas também foram denunciadas.
Subordinado à
Fazenda, o Carf é a instância para a qual as empresas recorrem contra multas
aplicadas pela Receita Federal. Segundo o delator, conselheiros do órgão
receberam propinas para dar votos favoráveis ao perdão das multas de empresas,
o que resultava em prejuízos milionários ao erário.
À GloboNews, o advogado
de Mantega, José Roberto Batochio, afirmou que a nomeação dos integrantes do
Carf não é um ato “meramente discricionário” do ministro da Fazenda.

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