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© Foto:
Reuters
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Embora o
Planalto defenda uma candidatura única à Presidência em 2018, a maioria das
siglas da base aliada vê um cenário ainda incerto e evita se comprometer com
nomes colocados como possíveis candidatos. Há dirigentes que falam em
candidatura própria e até em apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), caso ele seja candidato.
No cenário
atual, os partidos de centro trabalham entre os cotados com os nomes do
governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles
(PSD). O escolhido, porém, dependerá do cenário político e econômico do próximo
ano. Em entrevista nesta quarta-feira, 29, o ministro da Casa Civil, Eliseu
Padilha, afirmou que a ideia é construir uma candidatura única entre os
partidos da atual base de sustentação do governo Temer para “representar esse
legado”.
Como mostrou
o Estado no sábado,
25, o presidente Michel Temer articula a construção de uma ampla frente de
centro-direita para ajudar na aprovação de pautas econômicas,
principalmente da reforma da Previdência, e mantê-la unida até a disputa
eleitoral de 2018.
Essa frente
teria de fazer a defesa do legado de Temer. “Tudo vai depender de como a
economia estará, como o ‘Fora, Temer’ ficará no próximo ano”, disse o
presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN).
“Pode ser
Alckmin, pode ser Meirelles. Mas não está descartada também uma candidatura
própria nossa”, afirmou o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL). Ele diz que,
atualmente, a sigla tem “pouca chance” de apoiar Lula, embora o presidente da
legenda, senador Ciro Nogueira (PI), tenha declarado voto no ex-presidente. “(Lula)
Foi o melhor presidente para este País, principalmente para o Piauí e para o
Nordeste”, disse Nogueira em entrevista à TV Meio Norte, na semana passada.
“Lula é o meu candidato a presidente.”
Interlocutores
do ex-deputado Valdemar Costa Neto, que comanda o PR, dizem que ele trabalha
para que a legenda feche aliança com Lula. “O PR não descarta apoiar o Lula”,
disse o líder do partido na Câmara, José Rocha (BA).
Integrantes da
cúpula do PRB dizem que o nome que mais anima o partido hoje é o de Meirelles,
mas, ao mesmo tempo, o partido não quer romper pontes com Alckmin.
A indefinição
existe, inclusive, no PSD, partido de Meirelles. A prioridade do presidente
licenciado da legenda, o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações), é se eleger em uma chapa majoritária em São Paulo ao
lado do senador José Serra (PSDB). O tucano é apontado como possível candidato
à sucessão de Alckmin.
O presidente
nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), avalia que Alckmin e Meirelles são
dois nomes viáveis para serem o candidato do centro.
O PTB foi o
único dos partidos até agora que diz já ter fechado apoio a um nome. “Estamos
com Alckmin”, disse o 1.º vice-presidente nacional da legenda, deputado Benito
Gama (BA).

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