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Apartamentos
funcionais da Câmara são
fontes de
gastos desnecessários
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Atualmente,
84 deputados recebem ajuda mensal de R$ 4.253 para pagar aluguel ou morar em
hotel. Câmara informou que está reformando imóveis vazios para disponibilizar
aos deputados.
Apesar de ser
proprietária de centenas de imóveis em Brasília para hospedar deputados, a
Câmara dos Deputados ainda gasta R$ 4.287.024 por ano para bancar o
auxílio-moradia de parlamentares.
Mesmo com essa
despesa milionária para custear hotéis e aluguéis para deputados, há 84
apartamentos funcionais vazios na capital federal aguardando para passar por
reformas ou pequenos reparos.
Manter esses
apartamentos fechados custa caro para a Câmara e para o contribuinte, que é
quem, no final, paga a conta.
Isso porque
mesmo quando o prédio está totalmente desocupado, a Câmara mantém o pessoal
trabalhando 24 horas por dia. É o pessoal da limpeza, da segurança, os
zeladores, tem que pagar a conta de luz e, ao mesmo tempo, tem que pagar
auxílio moradia pros deputados que não tem apartamento funcional pra morar.
Atualmente, 84
deputados recebem a ajuda mensal de R$ 4.253 de auxílio-moradia. Noventa
parlamentares da Casa aguardam em uma fila de espera por imóveis funcionais.
O desgaste dos
imóveis da Câmara exige manutenção e reformas. Há condomínios quase sem moradores
que precisam manter a folha de pagamento dos funcionários.
Apartamentos de
encher os olhos. Espaçosos, com mais de 200 metros quadrados, acabamento de
primeira, cozinha mobiliada, tudo novinho.
A Câmara mantém
18 prédios em Brasília para moradia de deputados . Alguns foram totalmente
reformados. Ao todo, são 432 apartamentos funcionais. Só com a manutenção, nos
últimos quatro anos a Câmara gastou R$ 9,5 milhões.
Servidores
em imóveis funcionais
Os apartamentos
da Câmara só podem ser ocupados por deputados, mas têm servidores morando em
sete imóveis funcionais da casa legislativa.
Um deles, o Bom Dia Brasil mostrou na semana passada,
é onde mora Maria Tereza Buaiz, funcionária da liderança do PR. Ela deu guarida
ao presidente nacional do partido governista enquanto ele estava foragido da
Polícia Federal.
O
secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, diz que esse gasto
da Câmara com imóveis é injustificável. Ele defende que a casa legislativa faça
o que outros órgãos vêm fazendo desde a década de 1990.
"A Câmara
não é uma imobiliária. Ela nem sabe administrar exatamente esses bens. Eu acho
que esses imóveis já deveriam ter sido vendidos há muito tempo, porque gera um
custo elevado de manutenção e, afinal, o parlamentar mora aonde ele
quiser", ressalta Gil Castelo Branco.
"Em
primeiro lugar, nem sequer deveria haver auxílio-moradia por ele [deputado] já
tem uma verba indenizatória que deveria pagar isso. Agora, em havendo o
auxílio-moradia, é muito melhor do que manter essa estrutura desse monte de
prédios que geram um custo incrível, para a Câmara e, em suma, pra todos nós
contribuintes", complementou o secretário da Contas Abertas.
Em nota, a
Câmara diz que está reformando os apartamentos vazios para que eles possam ser
ocupados por deputados. Em relação aos servidores que ocupam os imóveis
funcionais, a Casa informou que três estão irregulares porque conseguiram
decisões favoráveis da Justiça e outros quatro ocupantes que estão cumprindo
prazo de saída.
Por Bom Dia Brasil

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