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Embaixada
dos Estados Unidos em Havana
(Foto: Desmond Boyland/AP Foto)
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A ordem,
anunciada pelo Departamento de Estado contempla também a suspensão da emissão
de vistos na embaixada em Cuba de maneira indefinida.
O Departamento
de Estado dos Estados Unidos ordenou saída de cerca de 60% dos diplomatas e
funcionários da representação do país em Cuba. De acordo com a CNN, a medida
também atinge as famílias de diversos funcionários considerados 'não
essenciais' pelo governo norte-americano.
A medida é adotada
após funcionários e diplomatas da embaixada norte-americana serem atingidos
por ataques sônicos,
segundo a Associated Press.
A ordem,
anunciada nesta sexta-feira (29) pelo Departamento de Estado, contempla também
a suspensão da emissão de vistos na embaixada em Cuba de maneira indefinida, de
acordo com funcionários americanos citados sob anonimato pela CNN e pela CBS.
A decisão é um
golpe aos laços, já fragilizados, entre os Estados Unidos e Cuba. Os dois
países deixaram as hostilidades para trás no fim de 2014, ainda na
administração de Barack Obama.
Os EUA também
devem lançar, nas próximas horas, uma advertência de viagem, ainda que os
ataques sônicos não tenham atingido nenhum turista norte-americano, mas tenham
sido supostamente registrados em hotéis da ilha.
Por enquanto,
de acordo com a Associated Press, o país não vai determinar que os diplomatas
cubanos saiam de Washington, outra medida que, de acordo com funcionários do
governo, foi considerada.
A decisão final
foi determinada pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, que está em viagem
para a China. Junto com o presidente dos EUA, Donald Trump, Tillerson revisou
as opções sobre o que fazer com a embaixada no começo da semana.
Os ataques
Quase um ano
depois que diplomatas americanos alocados em Havana reportaram problemas de
saúde, os investigadores americanos seguem sem saber quem está por trás dos
ataques, que afetaram pelo menos 21 diplomatas e suas famílias. Ainda que
tenham sido qualificados pelo Departamento de Estado como
"incidentes", funcionários do governo já tratam a questão como
"ataques específicos".
Os sintomas dos
ataques variam aplamente de pessoa para pessoa. Além de perda de audição e
lesões graves no cérebro, alguns pacientes também apresentaram náuseas, dores
de cabeça e zumbido no ouvido. De acordo com uma investigação da Associated
Press, alguns afetados pelo ataque agora sofrem dificuldades de se concentrar e
lembrar palavras comuns.
Por G1

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