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Temer
anunciou nesta semana que 800 agentes da Força Nacional
desembarcariam
no Rio, no entanto medida já está sendo
praticada. Tomaz Silva/Agência Brasil
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Ministro da defesa afirmou que
tropas poderão ser utilizadas quando precisar
As ações das Forças Armadas no Rio
de Janeiro, anunciadas nesta semana pelo governo federal, serão feitas de
surpresa, sem aviso prévio. A informação é do ministro da Defesa, Raul
Jungmann.
— Vamos atuar com efeito surpresa,
então todas as informações são sigilosas. O conceito dessa operação não é a
clássica GLO [Garantia da Lei e da Ordem] — disse o ministro à Agência
Brasil.
Atualmente, o uso das Forças
Armadas deve se autorizado por meio de decreto presidencial, para a Garantia da
Lei e da Ordem. A Constituição Federal permite que as Forças Armadas, por ordem
presidencial, atuem em ações de segurança pública em casos de grave perturbação
da ordem e quando o uso das forças convencionais de segurança estiver esgotado.
Na última quinta-feira (21), o
governo anunciou que as Forças Armadas serão acionadas na cidade em função do
Plano Nacional de Segurança, fase Rio de Janeiro, que irá até o fim de 2018. De
acordo com Jungmann, as tropas poderão ser usadas quando houver necessidade.
O Ministério da Justiça e
Segurança Pública já enviou 1 mil agentes ao estado, sendo 620 da Força
Nacional e 260 da Polícia Rodoviária Federal, para reforçar o efetivo do
estado. Outros 120 agentes da PRF devem chegar na próxima semana. Segundo o
ministério, esses agentes participam, ininterruptamente, de operações na
capital e interior, em parceria com os órgãos locais de segurança pública.
Nos próximos dias, será montado no
Rio de Janeiro um gabinete de inteligência, no qual oficiais graduados do
Exército, Marinha e Aeronáutica trabalharão em conjunto com a Agência
Brasileira de Inteligência (Abin), com a Polícia federal e outros órgãos de
segurança pública estaduais e municipais. Segundo o Ministério da Defesa, o
objetivo é colher informações e dar comandos baseados nos dados obtidos.
Violência no Rio
As Forças Armadas irão reforçar a
segurança no Rio, que vive um aumento dos casos de violência, assustando a
população. Nas últimas semanas, por exemplo, a Linha Vermelha, uma das
principais vias da cidade, foi alvo de diversos tiroteios, obrigando os motoristas
a deixarem os carros na via e se agacharem do lado de fora para não serem
atingidos.
En 2017, 90 policiais militares
foram mortos no estado, incluindo aqueles em serviço, de folga e os
aposentados. A vítima mais recente foi o soldado Fabiano de Brito e Silva, de
35 anos, que morreu ontem (21), durante um confronto com criminosos armados na
Baixada Fluminense. O corpo dele foi enterrado hoje (22). O número de policiais
mortos este ano no Rio de Janeiro já supera o número dos assassinados em 2016.
A violência tem afetado a rotina
das escolas na capital fluminense. Dos 105 dias de aula no período letivo,
apenas oito transcorreram normalmente em todas as escolas da cidade, sem ser
interrompidos pela violência. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação,
somente neste ano, uma em cada quatro escolas teve que fechar durante
determinados períodos ou foi forçada a interromper as aulas por causa dos
tiroteios ou outros tipos de confrontos. Em abril, a secretaria informou que
cerca de 70 mil alunos tinham ficado sem aula pelo menos um dia desde o início
do ano letivo de 2017, em 2 de fevereiro.
O Fundo das Nações Unidas para a
Infância (Unicef) divulgou, nesta semana, comunicado em que demonstra
preocupação com o impacto da violência no desenvolvimento das crianças no Rio
de Janeiro.
Com a crise, o o governador Luiz
Fernando Pezão reúne-se nesta semana com o presidente Michel Temer para pedir
ajuda ao governo federal para reforçar a segurança no estado.
Agência Brasil

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