Varredura para mapear a febre amarela em Macaé continua no Parque Atalaia

Desta forma, segundo Vargas, será possível ter esse 
caminho e identificar quais pontos são mais afetados.
Fotos: Ana Chaffin /Arte ROJO
O Parque Atalaia recebeu na terça-feira (11), prosseguindo nesta quarta-feira (12) uma varredura em um parâmetro maior da mata, com o objetivo de percorrer e identificar se há, no local, mais algum macaco morto ou doente, e coletar mosquitos para análise da febre amarela. Essa ação faz parte do Programa de Geoprocessamento de Indicadores Entomológicos do Estado, um projeto maior de mapeamento da doença que, segundo os pesquisadores, pode ter entrado no Estado do Rio de Janeiro por meio do Espírito Santo e de São Paulo.

O trabalho conta com a participação da Fiocruz, da Secretaria de Estado de Saúde, do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Ambiental de Macaé (Nupem-UFRJ), da Guarda Ambiental, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Parque Municipal Atalaia. A iniciativa, que já foi pontuada em outros municípios e ainda irá percorrer mais lugares, vai resultar em um caminho da doença. Segundo Waldemir Vargas, que é da Fiocruz e está cedido ao Estado para coordenar a equipe, a febre amarela é cíclica e, em um determinado momento, voltará a ter casos.

- É assim em alguns pontos do Brasil. O Estado do Rio é que não passava por isso. Quando a febre entra em algum local, mesmo após diminuir a incidência (o que deve acontecer após junho ou julho), até mesmo após alguns anos, ela retorna. Por isso esse mapeamento do caminho da doença é importante. Para sabermos por onde ela veio, onde foram notificados os casos e as mortes, para lidarmos com isso futuramente também – ressaltou Waldemir, citando que todas as amostras coletadas serão levadas, no fim, para a Fiocruz.

O pesquisador acrescentou que o trabalho, orientado pelo Ministério da Saúde no início do aparecimento dos casos, era atuar e proteger a fronteira do Espírito Santo e São Paulo, com vacinas nos municípios dessa região. “Mas, com o tempo, o número de cidades aumentou e chegamos a Casimiro de Abreu. A partir daí, começaram a surgir outros pontos e queremos mapeá-la”, explicou o pesquisador.

Desta forma, segundo Vargas, será possível ter esse caminho e identificar quais pontos são mais afetados. Em breve, outros pontos do Estado, como Parati, também serão monitorados para o programa.

Zoólogo e professor do Nupem, Pablo Gonçalves participa da ação para buscar, para análise, as carcaças dos primatas mortos. "Vamos analisar a ossada, para fazer uma documentação e identificar a idade afetada com a doença, qual parcela da população do bugio está mais suscetível. O bugio é pouco estudado e esse levantamento é importante", afirma.

Analista Ambiental e responsável pelo Parque Atalaia, Alexandre Bezerra de Souza explica que a secretaria de Ambiente e Sustentabilidade dá suporte para toda monitoria da doença. “O objetivo é compreender esse desequilíbrio ambiental que está em meio aos primatas, mas que afeta a população, e evitar a propagação da doença nas pessoas”, define o biólogo.
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