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Agência Brasil
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Sob obstrução dos senadores
contrários ao impeachment de Dilma Rousseff, o plenário do
Senado aprovou hoje (8) a MP 726, que trata da reforma administrativa do
governo e tinha prazo para ser votada até esta quinta-feira. Os senadores
petistas e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) tentaram barrar a votação
da medida e, assim, provocar sua perda de validade por decurso de prazo, mas a
base aliada do governo Temer conseguiu manter o quórum e garantir a votação.
A proposta transforma, incorpora,
cria e extingue ministérios, que passaram a ser 24. A MP 728, que também trata
da reforma administrativa e foi editada 15 dias depois da MP 726, recriou o
Ministério da Cultura, após críticas, protestos de representantes do setor
cultural e recusas de vários indicados para assumir a titularidade da pasta,
que havia sido extinta e transformada em uma secretaria do Ministério da
Educação.
Senadores dilmistas se queixaram
que a MP extinguiu diversos ministérios criados nos governos petistas,
especialmente os ligados às áreas sociais como as secretarias especiais dos
Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres e da Igualdade Racial. Segundo
eles, isso é uma demonstração de que as políticas tocadas por esses ministérios
também serão extintas.
Políticas públicas
“Essa medida provisória vem na
direção do estado mínimo, do estado controlado pelo mercado e, portanto, no
sentido de subtrair direitos”, alegou a senador Fátima Bezerra (PT-RN). “O que
significa, do ponto de vista político, que é um grande retrocesso”, completou.
Defensor do governo, o senador
Romero Jucá (PMDB-RR) rebateu as críticas. Segundo ele, a reforma do governo
visa a garantir dinheiro para que as políticas públicas possam ser mantidas.
“Um erro que o governo anterior cometeu foi justamente associar muitos cargos
públicos para ter política pública. São coisas distintas. Quanto menos cargos,
mais dinheiro disponível para ações finalísticas”, afirmou.
No fim, os senadores rejeitaram todas os destaques e propostas de emendas apresentadas e aprovaram o texto conforme enviado pela Câmara, exceto por algumas emendas de redação. Com isso, a matéria segue para sanção presidencial.
Agência Brasil

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