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Juiz Sergio
Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável
pelas ações
da Operação Lava Jato.
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Juiz divulgou nota neste sábado e
manifestou repúdio a atos de violência. Lula disse que que se sentiu 'prisioneiro' ao ter sido levado para depor.
O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara
Federal de Curitiba, responsável pelas ações da Operação
Lava Jato na primeira instância, divulgou nota neste sábado (5),
na qual afirma que as medidas de busca e apreensão e condução coercitiva do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não significam antecipação de
culpa". Moro também manifestou repúdio a atos de violência.
A Polícia Federal deflagrou, na
sexta-feira (4), nova
etapa da Operação Lava Jato, cujo foco era o ex-presidente. Além de
levar Lula para depor, em um posto da PF no aeroporto de Congonhas, os
policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do
ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), na sede do Instituto Lula, na
capital paulista, e no sítio que era usado por ele em Atibaia (SP).
Na nota, Moro disse que as
"medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não
significam antecipação de culpa do ex-presidente".
Moro afirmou, ainda, que foram
tomados cuidados para preservar a imagem de Lula. "Lamenta-se que as
diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas
inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia
evitar", escreveu.
O juiz federal declarou, ainda,
repúdio a "atos de violência de qualquer natureza, origem e
direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças
a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições
constituídas ou a qualquer pessoa".
Neste sábado, cerca de 250
militantes petistas e simpatizantes se reuniram na frente do prédio onde mora Luiz Inácio
Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC. Eles estão em vigília
para demonstrar apoio ao ex-presidente, que é investigado pela Justiça Federal
por suspeita de ter sido beneficiado pelo esquema de desvios de dinheiro na
Petrobras. (Assista vídeo abaixo)
'Prisioneiro'
Na sexta, Lula disse que se sentiu "prisioneiro" por ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal.
Na sexta, Lula disse que se sentiu "prisioneiro" por ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal.
O presidente afirmou ainda que
"acertaram o rabo da jararaca", mas "não mataram". E também
falou sobre a presidente Dilma Rousseff: "Não permitem que a Dilma governe
esse país".
Lula também afirmou, em
manifestação a militantes na sede do PT em São Paulo, que vale
mais "o show midiático" do que a "apuração séria".
Neste sábado, a presidente Dilma
Rousseff tem
encontro marcado com o ex-presidente Lula, em São Paulo. Será a
primeira reunião deles após a ação da PF.
Investigação
Segundo o Ministério Público Federal, Lula está sendo investigado porque há indícios de que ele recebeu dinheiro desviado da Petrobras por meio da execução de reformas no apartamento triplex do Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia (SP).
Segundo o Ministério Público Federal, Lula está sendo investigado porque há indícios de que ele recebeu dinheiro desviado da Petrobras por meio da execução de reformas no apartamento triplex do Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia (SP).
Os procuradores ressaltaram ainda
que há evidências de que o petista recebeu móveis de luxo nos dois imóveis e
teve a armazenagem de bens em uma transportadora bancada pela construtora OAS,
uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato.
Confira a íntegra da nota:
Nota oficial da 13ª Vara
Federal de Curitiba
A pedido do Ministério Público
Federal, este juiz autorizou a realização de buscas e apreensões e condução
coercitiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento.
Como consignado na decisão, essas medidas investigatórias visam apenas o
esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do
ex-Presidente. Cuidados foram tomados para preservar, durante a diligência, a
imagem do ex-Presidente. Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais
confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente
o que se pretendia evitar. Repudia este julgador, sem prejuízo da liberdade de
expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza,
origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas
ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a
instituições constituídas ou a qualquer pessoa. A democracia em uma sociedade
livre reclama tolerância em relação a opiniões divergentes, respeito à lei e às
instituições constituídas e compreensão em relação ao outro.
Curitiba, 05 de março de 2016.
Curitiba, 05 de março de 2016.
Sergio Fernando Moro
Juiz Federal
Juiz Federal
G1

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