Uma mulher de 72 anos morreu nesta
sexta-feira (12) na Coreia do Sul pela
Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), o que eleva para 11 o número de
mortes pelo surto da doença desde que foi detectada pela primeira vez no país
asiático em meados de maio.
Autoridades sul-coreanas
determinaram que funcionários da saúde desinfetem lugares públicos, como
estações de metrô, trem e ônibus. Teatros e cinemas também estão sendo
pulverizados com desinfetantes.
A nova vítima era a única
portadora do novo coronavírus em toda a província de Jeolla do Sul, no sudoeste
do país, informou a agência sul-coreana "Newsis".
Com mais essa morte, a taxa de
mortalidade do surto de MERS, cujo primeiro caso foi descoberto no país no dia
20 de maio, é superior a 8%.
O número de infectados na Coreia
do Sul subiu para 126 após quatro novos casos, enquanto o governo garante que o
surto está sob controle, já que todos os contágios ocorreram em hospitais.
Casos do vírus foram reportados em
até 55 centros de saúde em todo o país e pelo menos cinco deles fecharam suas
portas para novos pacientes.
O número de pessoas submetidas à
quarentena de forma preventiva chega a 3.680, enquanto 2.788 instituições de
ensino, 14% das aproximadamente 20 mil que existem em todo o país, permanecem
fechadas.
O novo coronavírus, para o qual
ainda não há tratamento ou vacina, teve uma taxa de mortalidade de quase 40% em
casos anteriores, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O surto gerou forte alarde social
na Coreia do Sul, onde muita gente começou a usar máscaras nas ruas e a
aumentar as medidas de higiene, além de evitar, na medida do possível,
hospitais e lugares movimentados.

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