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NOTICIAS RIO DE JANEIRO
Cofres da Igreja estão à míngua
Após gastança da gestão anterior, só sobrou dinheiro para pagar as contas
Os excessos do antigo administrador de bens da Arquidiocese do Rio, padre Edvino Steckel, deixaram os cofres da Igreja carioca vazios. Segundo o novo ecônomo, monsenhor Abílio Ferreira da Nova, a Cúria tem em caixa dinheiro apenas para pagar aos funcionários e honrar dívidas e compromissos. Nada mais. “Não temos nada guardado, nenhuma reserva para qualquer emergência. Se a Igreja fosse uma família e houvesse algum imprevisto, alguém caísse doente, por exemplo, não teríamos dinheiro para socorrê-lo”, afirmou.
Os gastos de padre Edvino podem lhe custar o direito de exercer funções sacerdotais. Se for levado ao Tribunal Eclesiático, ficará sujeito a punições canônicas que vão de uma simples advertência ao afastamento temporário e mesmo a esclaustração — perda do direito de funções como celebrar casamentos e ouvir confissões. “Um padre nunca deixa de ser padre, mas pode ser proibido de praticar o sacerdócio”, explica monsenhor Abílio, que, porém, não crê que o caso chegue a tanto. “A Igreja é piedosa. Ela perdoa, aconselha e tende sempre a ajudar os filhos a voltar para o caminho do bem. O importante agora é que retomamos o caminho da antiga austeridade. A Arquidiocese vai se ocupar de evangelizar e cuidar dos pobres, a nossa missão”.
‘REVOLUÇÕES’ COMEÇARAM EM 2008
O poder de padre Edvino cresceu em janeiro de 2008, quando foi nomeado Vigário Episcopal para a Administração dos Bens da Arquidiocese no lugar do monsenhor Abílio. Edvino começou a implantar o que chamava de reformas administrativas e, em junho, comandou a demissão de 67 funcionários. Ontem, pelo menos sete deles já haviam sido readmitidos. Edvino ainda expulsou comissões pastorais do prédio da Arquidiocese, na Glória.
As queixas de fiéis e de outros bispos do estado contra Edvino e o então arcebispo, Dom Eusébio Scheid, chegaram a Roma. No início do segundo semestre do ano passado, três bispos de dioceses fluminenses se reuniram com o núncio apostólico — embaixador do Vaticano — para pedir maior atenção ao que se passava no Rio. Resultado: meses depois, o comando da Igreja negou-se a dar a Edvino o título honorífico de monsenhor. A indicação havia sido feita por Dom Eusébio.
Fábio Assunção faz gay com HIV em filme
Fábio Assunção deve voltar à ativa depois do tratamento contra as drogas. 
No que depender de Marina Person, o ator estará no longa ‘A Vida Não É Filme’, dirigido por ela. Assunção fará Carlos, gay soropositivo, tio de uma das adolescentes, que volta dos Estados Unidos para se tratar.
A VJ da MTV convidou o ator antes da internação dele em uma clínica para dependentes químicos, em novembro passado, depois não se falaram. “Não somos amigos. Nem tenho intimidade pra saber como está. Convidei porque gosto do trabalho dele. É interessante, versátil. Queria que fosse um desafio e não mais um galã ou vilão. Ele curtiu a ideia e disse que precisava emagrecer para o personagem, ficar mais abatido. Não é o papel principal, mas tem muita importância na história. Por mim, ele está superconfirmado. Acredito na capacidade dele como ator. E acho que depois de passar por essas dificuldades, o trabalho só contribui”, comentou Marina.
Malu Mader também poderá participar: “Ela leu o roteiro e gostou. Será uma professora de química”. O filme é sobre adolescentes que viveram nos anos 80, em São Paulo. Marina, que capta recursos para começar a filmar ano que vem, embarcou ontem para Las Vegas, onde entrevistará Heather Graham do longa ‘Se Beber Não Case’.

Vidro ganha formas diferentes em exposição no Rio

Obras são da artista Márcia Carlos de Andrade.  Peças incluem luminárias, centopeias, ouriços e até um furacão.

O vidro ganha formas diferentes e vira escultura numa exposição da artista plástica Márcia Carlos de Andrade no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio.

 

Pela primeira vez, a artista usa pintura nas peças. A arte é transformada em luminárias, ouriço, furacão e até centopeia. Márcia vem aprimorando a técnica de reciclagem do vidro criada há 12 anos por ela mesma e usa o humor na hora de criar as obras.  “Essa é minha determinação. Transformar sucata em objetos que tenham vida própria”.  As esculturas saem de um forno que funciona a 950 graus. Para moldar as peças é preciso enfrentar o calor. Mas o resultado original vale a pena.  “Acho que todas as minhas peças têm um certo humor. Não sei se sou eu que vejo ou se as pessoas podem ver também”.  

Onde ver

A exposição está no Centro Cultural Correios até o dia 5 de julho, e vai de terça a domingo, das 12h até as 19h. O endereço é Rua Visconde de Itaboraí, 20, no Centro.

Ex-PM Ricardo Batman é preso na Zona Oeste do Rio

Ele estava foragido desde outubro de 2008, após fugir de presídio. Ex-PM é acusado de comandar uma milícia da Zona Oeste.

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) prenderam, na noite desta quarta-feira (13), o ex-PM Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, acusado de chefiar uma quadrilha de milicianos que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ele foi preso na casa da namorada, em Paciência, na Zona Oeste.

 

Em outubro de 2008, Batman fugiu do presídio de segurança máxima Petrolino Werling de Oliveira, também conhecido como Bangu 8, pela porta da frente acompanhado de dois homens. Com a fuga, o diretor do presídio, Luiz Fernando Burgos, foi exonerado.

 

Batman foi preso durante a Operação Suporte, da Polícia Civil. De acordo com a polícia, cerca de 20 policiais participaram da ação. Com a ajuda de um helicóptero blindado e de três carros descaracterizados, os agentes cercaram a casa em Paciência. Em seguida, uma mulher saiu com as mãos para o alto e disse que ele iria se entregar. Não houve tiroteio.

 

A Central Disque-Denúncia, que ofereceu recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem a sua captura, recebeu mais de 230 denúncias de que Batman e seu companheiro, Aldemar Almeida dos Santos, o Robin, morto em abril de 2005 durante um confronto com a polícia, fariam parte de um grupo de extermínio.

 

Ex-policial militar, Ricardo Batman foi expulso da PM em 1992, quando fazia parte do Batalhão de Choque (BPChoque). A milícia, da qual é acusado de chefiar em Campo Grande, exploraria serviços clandestinos de segurança, transporte alternativo, distribuição de gás e venda de sinal de TV a cabo.

Traficantes ostentam poder com espadas de samurai, diz polícia

Arma seria usada por criminosos para mutilar adversários.  Delatores seriam as principais vítimas dos rituais de crueldade.

Na operação realizada pela polícia na terça-feira (12), na favela de Manguinhos, no subúrbio do Rio, uma espada de samurai chamava a atenção durante a apresentação de uma grande quantidade de armas e drogas apreendidas.

 

Segundo policiais, a lâmina costuma ser usada pelo chefe do tráfico para demonstrar poder e intimidar desafetos ou integrantes da quadrilha.  “A espada, para eles, é um símbolo de poder. A finalidade é amedrontar delatores, ou integrantes do grupo, para que não cometam erros. E, em geral, para impressionar, fazem disso um verdadeiro ritual de terror público para servir de exemplo para os outros”, conta o delegado Marcus Vinícius Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). 

 Acostumado a participar de grandes operações de combate ao tráfico, o delegado admite que existem muitas lendas sobre rituais de sacrifício no tráfico que são contadas nas favelas, como se fossem histórias verdadeiras.

 

“Existe muito folclore, mas sabemos que, em favelas como Manguinhos, Alemão e Coréia, os traficantes são os mais violentos e costumam usar esse tipo de arma contra os inimigos”.  Um policial, com mais de 30 anos de experiência em investigações sobre homicídios, também garante que muitas pessoas já foram vítimas desses “atos sádicos e crueis dos criminosos”.

 

“É uma exibição de terror. Já encontrei corpos mutilados que passaram por esse ritual satânico”, revela o inspetor, que prefere não ser identificado.  

Em depósito da Polícia Civil, controlado pela Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), as espadas já se destacam entre centenas de pistolas, fuzis e carabinas apreendidas em operações no estado.  

Cresce apreensão de espadas

As apreensões desse tipo de arma têm crescido ao longo dos anos, segundo a polícia. Em 2008, em operações diferentes, duas foram apreendidas na Rocinha, na Zona Sul. Em novembro do mesmo ano, outras duas foram encontradas na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Mais uma foi apreendida na favela Vila Vintém, em Padre Miguel, na mesma região, no dia 5 de maio deste ano.  Um dos relatos mais dramáticos do uso de uma espada por um criminoso foi revelado em 2002 pelo delegado Zaqueu Teixeira, então chefe de Polícia Civil.

 

Depois de obter a confissão de dois integrantes da quadrilha do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, Zaqueu contou que foi depois de um julgamento sumário que Elias decretou a execução do jornalista Tim Lopes.  De acordo com os depoimentos das duas testemunhas, o repórter foi levado para o alto da favela da Grota, no conjunto de favelas do Alemão, e morto a golpes de uma espada do tipo samurai antes de seu corpo ser queimado. 

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