Vidro ganha formas diferentes em exposição no Rio
Obras são da artista Márcia Carlos de Andrade. Peças incluem luminárias, centopeias, ouriços e até um furacão.
O vidro ganha formas diferentes e vira escultura numa exposição da artista plástica Márcia Carlos de Andrade no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio.
Pela primeira vez, a artista usa pintura nas peças. A arte é transformada em luminárias, ouriço, furacão e até centopeia. Márcia vem aprimorando a técnica de reciclagem do vidro criada há 12 anos por ela mesma e usa o humor na hora de criar as obras. “Essa é minha determinação. Transformar sucata em objetos que tenham vida própria”. As esculturas saem de um forno que funciona a 950 graus. Para moldar as peças é preciso enfrentar o calor. Mas o resultado original vale a pena. “Acho que todas as minhas peças têm um certo humor. Não sei se sou eu que vejo ou se as pessoas podem ver também”.
Onde ver
A exposição está no Centro Cultural Correios até o dia 5 de julho, e vai de terça a domingo, das 12h até as 19h. O endereço é Rua Visconde de Itaboraí, 20, no Centro.
Ex-PM Ricardo Batman é preso na Zona Oeste do Rio
Ele estava foragido desde outubro de 2008, após fugir de presídio. Ex-PM é acusado de comandar uma milícia da Zona Oeste.
Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) prenderam, na noite desta quarta-feira (13), o ex-PM Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, acusado de chefiar uma quadrilha de milicianos que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ele foi preso na casa da namorada, em Paciência, na Zona Oeste.
Em outubro de 2008, Batman fugiu do presídio de segurança máxima Petrolino Werling de Oliveira, também conhecido como Bangu 8, pela porta da frente acompanhado de dois homens. Com a fuga, o diretor do presídio, Luiz Fernando Burgos, foi exonerado.
Batman foi preso durante a Operação Suporte, da Polícia Civil. De acordo com a polícia, cerca de 20 policiais participaram da ação. Com a ajuda de um helicóptero blindado e de três carros descaracterizados, os agentes cercaram a casa em Paciência. Em seguida, uma mulher saiu com as mãos para o alto e disse que ele iria se entregar. Não houve tiroteio.
A Central Disque-Denúncia, que ofereceu recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem a sua captura, recebeu mais de 230 denúncias de que Batman e seu companheiro, Aldemar Almeida dos Santos, o Robin, morto em abril de 2005 durante um confronto com a polícia, fariam parte de um grupo de extermínio.
Ex-policial militar, Ricardo Batman foi expulso da PM em 1992, quando fazia parte do Batalhão de Choque (BPChoque). A milícia, da qual é acusado de chefiar em Campo Grande, exploraria serviços clandestinos de segurança, transporte alternativo, distribuição de gás e venda de sinal de TV a cabo.
Traficantes ostentam poder com espadas de samurai, diz polícia
Arma seria usada por criminosos para mutilar adversários. Delatores seriam as principais vítimas dos rituais de crueldade.
Na operação realizada pela polícia na terça-feira (12), na favela de Manguinhos, no subúrbio do Rio, uma espada de samurai chamava a atenção durante a apresentação de uma grande quantidade de armas e drogas apreendidas.
Segundo policiais, a lâmina costuma ser usada pelo chefe do tráfico para demonstrar poder e intimidar desafetos ou integrantes da quadrilha. “A espada, para eles, é um símbolo de poder. A finalidade é amedrontar delatores, ou integrantes do grupo, para que não cometam erros. E, em geral, para impressionar, fazem disso um verdadeiro ritual de terror público para servir de exemplo para os outros”, conta o delegado Marcus Vinícius Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).
Acostumado a participar de grandes operações de combate ao tráfico, o delegado admite que existem muitas lendas sobre rituais de sacrifício no tráfico que são contadas nas favelas, como se fossem histórias verdadeiras.
“Existe muito folclore, mas sabemos que, em favelas como Manguinhos, Alemão e Coréia, os traficantes são os mais violentos e costumam usar esse tipo de arma contra os inimigos”. Um policial, com mais de 30 anos de experiência em investigações sobre homicídios, também garante que muitas pessoas já foram vítimas desses “atos sádicos e crueis dos criminosos”.
“É uma exibição de terror. Já encontrei corpos mutilados que passaram por esse ritual satânico”, revela o inspetor, que prefere não ser identificado.
Em depósito da Polícia Civil, controlado pela Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), as espadas já se destacam entre centenas de pistolas, fuzis e carabinas apreendidas em operações no estado.
Cresce apreensão de espadas
As apreensões desse tipo de arma têm crescido ao longo dos anos, segundo a polícia. Em 2008, em operações diferentes, duas foram apreendidas na Rocinha, na Zona Sul. Em novembro do mesmo ano, outras duas foram encontradas na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Mais uma foi apreendida na favela Vila Vintém, em Padre Miguel, na mesma região, no dia 5 de maio deste ano. Um dos relatos mais dramáticos do uso de uma espada por um criminoso foi revelado em 2002 pelo delegado Zaqueu Teixeira, então chefe de Polícia Civil.
Depois de obter a confissão de dois integrantes da quadrilha do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, Zaqueu contou que foi depois de um julgamento sumário que Elias decretou a execução do jornalista Tim Lopes. De acordo com os depoimentos das duas testemunhas, o repórter foi levado para o alto da favela da Grota, no conjunto de favelas do Alemão, e morto a golpes de uma espada do tipo samurai antes de seu corpo ser queimado.
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