
O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, tomou posse nesta sexta-feira, 6, como novo presidente do país. A mudança no comando ocorreu após a destituição de Santiago Peña em um rápido processo de impeachment pelo Senado, que culminou na prisão do ex-presidente em sua residência em Assunção e na determinação de detenção de Carlos Carvallo, ex-presidente do banco central.
Logo após receber a faixa e o bastão presidenciais, o novo mandatário prometeu que os correntistas afetados pela recente crise bancária no país serão integralmente indenizados. Aos 52 anos, Alliana pertence ao Partido Colorado, mesma legenda de seu antecessor, e deverá completar o mandato que se estende até agosto de 2028.
Crise bancária e intervenção estatal
A turbulência política no país foi desencadeada após o Banco Central do Paraguai intervir no Ueno Bank devido a graves problemas de solvência e falta de recursos. A instituição financeira, ligada ao Grupo Vázquez, acumulava dificuldades decorrentes de empréstimos concedidos a empresas do próprio conglomerado controlador.
O banco afetado concentrava operações de milhões de clientes e geria uma quantia expressiva em recursos públicos e depósitos previdenciários. Com a suspensão das atividades e a retenção de valores, protestos eclodiram na capital paraguaia, pressionando o cenário político institucional.
Conflito de interesses e o processo político
A situação econômica converteu-se em crise política quando parlamentares da oposição apontaram vínculos históricos de Santiago Peña com o grupo controlador da instituição financeira, apontando suposto conflito de interesses e direcionamento de fundos estatais.
Diante da rápida tramitação no Congresso, o Senado aprovou a destituição com ampla maioria, forçando a transição imediata de poder enquanto as autoridades judiciais prosseguem com as investigações sobre os desdobramentos do colapso financeiro.
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