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Shin Bet investiga interferência estrangeira nas eleições de Israel

Shin Bet investiga interferência estrangeira nas eleições de Israel

O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, iniciou uma investigação sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições legislativas realizadas na última terça-feira, 27 de outubro. A investigação ocorre em meio às negociações para a formação de governo, após o pleito terminar em empate entre os principais blocos políticos.

A suspeita principal envolve o envio ilegal de fundos do Catar e outros países para incentivar a participação do eleitorado árabe. O diretor do Shin Bet, David Zini, informou sobre as apurações o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros líderes políticos. Os dados de inteligência foram coletados de forma independente.

Origem da investigação e prazos

A investigação foi ordenada pelo presidente da Comissão Eleitoral Central, juiz Noam Sohlberg, que classificou as suspeitas como graves. O Shin Bet afirmou que a investigação é limitada e não deve atrasar a entrega dos resultados oficiais ao presidente Isaac Herzog, prevista para 4 de novembro. Fontes de segurança afirmam que o caso é pontual e não deve alterar o resultado geral das eleições.

Acusações do Likud e reação da Polícia

O partido Likud, de Netanyahu, acusou partidos árabes de fraudes e compra de votos, citando apreensões de dinheiro em espécie. A Polícia de Israel rebateu, afirmando que não há provas que sustentem as denúncias e que os incidentes no dia da votação caíram 40% em relação ao pleito anterior. A Comissão Eleitoral também negou qualquer fraude sistemática.

Reações políticas e negativas de Doha e Ancara

O líder oposicionista Gadi Eisenkot acusou Netanyahu de deslegitimar o processo eleitoral. O presidente do partido Ra’am, Mansour Abbas, negou qualquer vínculo com verbas do exterior. Internacionalmente, o Catar e a Turquia negaram veementemente as acusações de interferência.

Cenário eleitoral e rito de impugnação

Com 99% dos votos apurados, a atual coalizão governista obteve 53 cadeiras no Parlamento, enquanto o "bloco da mudança" conquistou 48. Os partidos árabes avançaram para 19 assentos. Como nenhum bloco atingiu as 61 cadeiras necessárias para formar maioria, Israel enfrenta um novo impasse político. Pedidos de impugnação devem ser apresentados ao Tribunal Distrital de Jerusalém em até 14 dias após a proclamação oficial.

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