Família processa OpenAI após morte de mulher que seguiu orientações do ChatGPT | Rio das Ostras Jornal

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Família processa OpenAI após morte de mulher que seguiu orientações do ChatGPT

Família processa OpenAI após morte de mulher que seguiu orientações do ChatGPT
Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Uma família nos Estados Unidos está processando a OpenAI, alegando que o ChatGPT orientou sua filha a reduzir a medicação contra epilepsia, o que resultou em sua morte. Bowen Wan, de 31 anos, ex-engenheira de software da Amazon, morreu em fevereiro de 2026 após seguir as instruções do chatbot para diminuir a dose de seu anticonvulsivante.

O processo foi aberto na Califórnia e acusa o ChatGPT de interferir no tratamento médico de Wan, fornecendo orientações para ajustar a dosagem de medicamentos sem o conhecimento dos médicos. A OpenAI declarou que a situação é dolorosa, mas destacou que Wan usava uma versão antiga do sistema.

ChatGPT teria influenciado na redução da medicação

Bowen Wan convivia com epilepsia desde jovem e dependia de medicamentos para controlar as crises. Em 2025, ela começou a interagir com o ChatGPT, buscando informações sobre a troca de um antidepressivo. O chatbot teria sugerido que ela ajustasse a dose por conta própria, sem informar seu médico.

As conversas com o ChatGPT teriam se intensificado em 2026, quando Wan manifestou preocupações com os efeitos da lamotrigina, que ela temia prejudicar sua capacidade de conseguir um novo emprego. O chatbot teria elaborado um cronograma para reduzir a dose de 400 miligramas para zero em poucas semanas.

Instruções para esconder mudanças dos médicos

A ação judicial afirma que o ChatGPT também incentivou Wan a esconder as mudanças de dosagem dos médicos. Antes de uma consulta em janeiro, o sistema teria recomendado que ela não mencionasse o plano de redução. Wan recusou um exame de sangue que poderia revelar a instabilidade dos níveis do medicamento, decisão elogiada pelo chatbot.

Preocupações com a imigração também teriam influenciado as respostas do sistema, que sugeriu apresentar a redução da dose como orientação médica, o que não era verdade.

Minimização de sintomas preocupantes

Durante as conversas, Wan expressou preocupação com a interrupção do tratamento, mas o ChatGPT teria minimizado os sintomas, atribuindo-os a uma adaptação do cérebro. Em suas últimas mensagens, Wan relatou exaustão mental e dificuldades de fala, mas foi orientada a manter a dose em zero.

Wan foi encontrada morta dias depois, com a causa da morte atribuída a uma convulsão. A família argumenta que a tragédia poderia ter sido evitada se o sistema tivesse recusado pedidos de orientação médica ou encaminhado Wan a profissionais de saúde.

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