
A Coreia do Sul anunciou que irá responder com firmeza a qualquer violação da fronteira militar por parte da Coreia do Norte. A declaração foi feita nesta sexta-feira (30) pelo assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, em meio a crescentes tensões entre os dois países.
A situação se agravou após a explosão de uma mina terrestre dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ), que feriu gravemente soldados sul-coreanos durante uma missão de reconhecimento no mês passado. Seul atribuiu a explosão a uma mina norte-coreana.
### Tensão na fronteiraO Comando das Nações Unidas, responsável pela supervisão da DMZ, afirmou que a presença da mina norte-coreana do outro lado da linha divisória violou o armistício. Seul exigiu que Pyongyang interrompa imediatamente as atividades de fortificação próximas à fronteira, alegando que elas aumentam as tensões.
Em resposta, Pyongyang negou responsabilidade pela mina. A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, declarou que a Coreia do Norte ativará alto-falantes de propaganda ao longo da fronteira até o fim de outubro.
### Exercícios militares e retaliaçõesO Ministério da Defesa da Coreia do Norte criticou os exercícios de defesa aérea "Freedom Flag", realizados em conjunto por Coreia do Sul e Estados Unidos, afirmando que eles aumentam as tensões na Península Coreana.
Os exercícios, que começaram na segunda-feira (26) na Base Aérea de Kunsan, envolvem caças furtivos F-35A da Coreia do Sul e F-35B dos Estados Unidos, e estão previstos para terminar em 6 de novembro.
A Coreia do Norte afirmou que não há limites para suas opções de dissuasão, prometendo lidar com todas as ameaças representadas pelas movimentações militares dos Estados Unidos e de suas forças subordinadas.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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