Polícia do Rio investiga fraude em testamento de empresário bilionário | Rio das Ostras Jornal

Polícia do Rio investiga fraude em testamento de empresário bilionário

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No Rio de Janeiro, a Polícia Civil está à frente de uma complexa investigação sobre um suposto esquema de fraude envolvendo o testamento e o vasto patrimônio do empresário Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, de 78 anos. Falecido em 19 de novembro de 2025, o empresário, cuja fortuna é estimada em mais de R$ 1 bilhão, teria assinado um testamento apenas duas horas antes de sua morte, em um hospital na Barra da Tijuca. Cinco pessoas, incluindo uma advogada, um homem que recebia aluguéis de seus imóveis e um policial militar, são alvos da Delegacia de Defraudações (DDEF) por suspeita de se aproveitarem do estado terminal da vítima para desviar bens e assumir o controle de suas empresas.

fraude: cenário e impactos

A investigação, que ganhou o nome de Operação Último Suspiro, revelou indícios de que um dos suspeitos já vinha recebendo aluguéis de um imóvel do empresário localizado em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A DDEF cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, apreendendo telefones celulares que serão periciados em busca de mais provas. O caso levanta sérias questões sobre a validade do testamento e a movimentação de milhões de reais em precatórios.

Testamento sob Suspeita e Laudos Médicos

A morte de Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, proprietário de dezenas de empresas e detentor de precatórios milionários, ocorreu em um hospital da Barra da Tijuca. A Polícia Civil aponta que, duas horas antes de seu falecimento, ele assinou um testamento na presença de um representante de cartório, nomeando uma advogada como inventariante e administradora de seus bens. No entanto, a validade desse documento é contestada por dois laudos médicos que, segundo o delegado Marcos Buss, da DDEF, atestam que o empresário não possuía capacidade mental plena para celebrar negócios jurídicos ou manifestar sua própria vontade naquele momento.

A advogada nomeada no testamento, que é uma das investigadas, alegou em depoimento que o documento foi elaborado legalmente e que expressava a vontade do empresário em vida. Ela teria conhecido Oswaldo há alguns anos, quando foi contratada para tratar de assuntos jurídicos. Contudo, os investigadores buscam entender as circunstâncias da aproximação dessas pessoas com o falecido e o contexto em que procurações e alterações contratuais foram realizadas.

Esquema de Desvio de Patrimônio Milionário

As investigações da DDEF apontam para um sofisticado esquema que teria permitido ao grupo assumir indevidamente o controle das empresas do empresário. Alterações societárias consideradas suspeitas começaram a ocorrer três meses antes da morte de Oswaldo, período em que ele já estava internado em um centro de tratamento intensivo. Uma dessas mudanças teria resultado na criação de uma terceira empresa, da qual o empresário e seus herdeiros foram excluídos, e para a qual o controle de recursos financeiros originalmente pertencentes a Oswaldo foi transferido.

Um dos pontos cruciais da investigação é a cessão de parte de um precatório avaliado em aproximadamente R$ 38,5 milhões para escritórios de advocacia, poucos dias antes do falecimento do empresário. Além disso, a polícia identificou que, apenas sete dias após a morte da vítima, mais de R$ 1,1 milhão foram depositados na conta da advogada investigada, valor que, segundo a DDEF, teria origem em créditos relacionados aos precatórios. O delegado Marcos Buss ressaltou que outras transferências de valores também estão sendo apuradas.

Avanço das Investigações e Próximos Passos

Dos cinco suspeitos investigados, quatro já prestaram depoimento à Polícia Civil, enquanto o quinto optou por se reservar ao direito de falar somente em juízo. A Operação Último Suspiro visa esclarecer desde quando os aluguéis de imóveis do empresário vinham sendo recebidos por um dos alvos, e se essa prática se estendia a outros bens de Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, que possuía imóveis na Zona Sul do Rio, na Região Serrana, em São Paulo e em Minas Gerais.

A análise dos telefones celulares apreendidos é considerada fundamental para desvendar a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos. O caso, que tramita em sigilo, continua sob investigação intensa da Delegacia de Defraudações. Para mais informações sobre investigações policiais no estado, você pode consultar fontes confiáveis como o G1 Rio de Janeiro. O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos deste caso que choca o Interior do RJ e a Região dos Lagos pela audácia do suposto crime.

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