
Um vídeo recente capturou o momento exato em que parte da calçada e da Rua Jaguaribe, localizada no bairro Fazendinha, em Teresópolis, Região Serrana do Rio, desmoronou.
O incidente ocorreu durante uma obra de manutenção que visava reparar um buraco já existente na via, mas acabou por agravar significativamente os danos no local.
Desmoronamento agrava situação em Teresópolis
As imagens mostram equipes trabalhando para preencher a cratera com material, que aparenta ser cimento ou concreto. Pouco tempo depois, o solo cedeu abruptamente, formando uma cratera ainda maior e arrastando consigo trechos da calçada e da própria rua.
A reação dos moradores foi de indignação. Uma pessoa que registrava o vídeo expressou críticas ao serviço prestado, ironizando a qualidade da intervenção. “Parabéns. Vocês estão de parabéns. Trabalho magnífico de vocês. Conseguiram estragar o que já estava estragado, né? Vocês não conseguem fazer nada direito, não?”, questionou o morador.
Outra testemunha relatou a presença do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Davi Serafim, no local no momento do desmoronamento. Segundo a moradora, o secretário teria filmado a cena e se retirado logo em seguida.
Histórico e posicionamento oficial
A Prefeitura de Teresópolis, em nota, esclareceu que a obra é uma parceria com a concessionária Águas da Imperatriz, sob a supervisão de um engenheiro da empresa. O município informou que a área já apresentava um desmoronamento desde 2011, período em que a responsabilidade era da antiga empresa Sudamtex, gerando uma disputa judicial até a recente transferência para a gestão municipal.
Foi realizada uma intervenção paliativa com o objetivo de prevenir o agravamento da situação devido às chuvas, mas a medida não se mostrou suficiente. Diante disso, a concessionária passou a apoiar uma obra emergencial de contenção. A via foi interditada para veículos pesados, como caminhões e ônibus, permanecendo liberada apenas para carros de passeio. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em até 60 dias.
A concessionária Águas da Imperatriz, por sua vez, afirmou que o desabamento não possui relação com as obras de implantação da rede coletora de esgoto, realizadas entre outubro e novembro do ano passado. A empresa reiterou que o trecho em questão já possuía um histórico de instabilidade desde 2011, quando ocorreu um desmoronamento anterior.
A concessionária adicionou que, em 2022, a Defesa Civil emitiu laudos apontando riscos na área após vistorias solicitadas por moradores. As condições climáticas, segundo a empresa, podem intensificar a possibilidade de novos deslizamentos na encosta. Para mais informações sobre a região, clique aqui.
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