As sessões estão marcadas para o dia 13 e podem se estender
até o dia 20 no virtual
A Segunda Turma do STF irá analisar na próxima semana a
decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Daniel
Vorcaro, dono do Banco Master.
As sessões estão marcadas para o dia 13 e podem
se estender até o dia 20 no virtual. O ministro Dias Toffoli, que
era o relator do caso no STF, também faz parte do colegiado.
Apesar de ter deixado a relatoria, não foi reconhecida pelo
Supremo a suspeição ou impedimento do ministro a atuar no caso. O
banqueiro voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo,
durante nova fase de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário
de fraudes financeiras.
A Polícia Federal deflagrou a terceira
fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática de
crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos
informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa.
Confirmado pela reportagem da Jovem Pan, o banqueiro foi
levado, após a prisão, à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. O
cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também foi alvo de mandado de prisão. Ele
se entregou à PF na manhã desta quarta-feira.
Vorcaro aguardava para depor na CPI do Crime Organizado
nesta quarta-feira (4), a partir das 9h. Procurada pela Jovem Pan,
a defesa de Daniel Vorcaro se manifestou após a nova prisão do empresário nesta
quarta-feira (4) e afirmou que ele sempre esteve à disposição das autoridades.
Caso Master
As liquidações do Banco Master, decretadas pelo Banco
Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, revelaram um
dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.
O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de
fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco
público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas
da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).
“A decretação do regime especial nas instituições foi
motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo
comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como
por graves violações às normas que regem a atividade das instituições
integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.
De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A,
do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A
Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da
Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos
de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema
Financeiro Nacional (SFN).
Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master,
Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira
eletrônica.
JP

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