Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, teve a prisão
decretada e está foragido
Um dos suspeitos
de estupro coletivo contra uma menor de 17 anos é filho de um
subsecretário do governo do Rio de Janeiro. José Carlos Costa Simonin é subsecretário de Governança, Compliance
e Gestão Administrativa, órgão é vinculado à Secretaria Estadual de
Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo de Cláudio Costa (PL).
Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira
Simonin, de 18 anos, um dos suspeitos que teve a prisão decretada e está
foragido.
A reportagem tentou contato com o subsecretário, através da
pasta, e também com a defesa do suspeito. Até a publicação deste texto, não
havia obtido resposta. Este espaço segue aberto.
Em nota divulgada em sua página no Instagram, a secretária
Rosangela Gomes diz ter tomado conhecimento “das graves denúncias envolvendo o
filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda
indignação e tristeza”.
A secretária diz que a gestão é pautada pela defesa
intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate à violência e “jamais
compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de
nossas jovens”. Ainda segundo a nota, através do Governo do Estado do RJ, a
Secretaria da Mulher já está prestando todo apoio jurídico e psicológico à
adolescente e sua família.
Em nota ao Estadão, a Secretaria de Desenvolvimento Social e
Direitos Humanos reafirma seu compromisso inegociável com a proteção da
dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da
população fluminense.
O governo do Rio também emitiu nota repudiando
“veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um
apartamento em Copacabana”. Na nota, o governo não comenta o fato de um dos
suspeitos ser filho do subsecretário.
Quem são os supeitos
Segundo a nota, a Polícia Civil já concluiu
a investigação e identificou os cinco suspeitos do que chama de
barbárie — um menor de idade e quatro maiores que tiveram as prisões decretadas
pela Justiça.
Um deles, Matheus
Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou à polícia nesta
terça e foi preso. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil. O Estadão tenta
contato com a defesa. Em nota enviada ao Estadão, a defesa de João Gabriel
Xavier Bertho negou “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada.
Afirmou que ele não tem nenhum histórico de violência e que, até o momento, não
teve oportunidade de ser ouvido para se defender. A reportagem tenta contato
com a defesa dos demais suspeitos.
Nesta terça-feira (3), a 6ª Câmara Criminal do Rio negou
pedido de habeas corpus para revogar a prisão de três dos suspeitos que são
procurados pelo crime. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) diz em
nota que mais informações não podem ser dadas porque os processos que envolvem
estupros e menores tramitam em segredo de justiça.
O crime aconteceu na noite de 31 de janeiro. Segundo a
investigação, o menor convidou a vítima, colega de escola, para ir a um
apartamento, em Copacabana, zona sul do Rio. O rapaz queria que ela levasse uma
amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no
local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi
levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros
quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes
tiraram a roupa e todos a violentaram.
R7

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