Anteriormente, o governo de Pedro Sánchez havia negado o uso
de bases espanholas por aviões norte-americanos na ofensiva contra o Irã
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta
quarta-feira (4) que a Espanha concordou em “cooperar com as forças
militares dos Estados Unidos” na operação contra o Irã. Em declaração a
jornalistas, a assessora de imprensa disse que as tropas
norte-americanas já “estão coordenando com os seus homólogos da Espanha” as
próximas ações contra o território iraniano.
“O presidente [Donald Trump] espera que todos os nossos
aliados europeus cooperem nessa longa e tão desejada missão, não só pelos
Estados Unidos, mas por toda Europa, para esmagar o regime rebelde iraniano”,
declarou Leavitt.
Na terça-feira (3), o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou cortar todo o comércio com
Madri depois de o primeiro-ministro da Espanha, Pedro
Sánchez, negar que os aviões norte-americanos usassem as bases
espanholas para atacar o Irã. O premiê argumentou que a operação de
Washington e Tel-Aviv contra o território iraniano não se enquadra na Carta das
Nações Unidas.
A
Comissão Europeia manifestou total solidariedade à Espanha após a ameaça de
Trump e afirmou estar pronta para defender os interesses
do bloco caso seja necessário. Sánchez ainda se opôs ao
aumento dos gastos espanhóis em defesa junto à Organização do Tratado
do Atlântico Norte (Otan).
Ataques
A operação
conjunta dos Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo
vista sobre Teerã, capital iraniana, na madrugada de sábado (28). Tel-Aviv
classificou os ataques como preventivos.
Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma
declaração surpresa. Em vídeo, o republicano anunciou operações de combate no
Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em
Teerã — local da residência do líder
supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no ataque — e houve um
enorme destacamento de segurança na capital.
Os Estados Unidos e Israel afirmaram que a operação
mirou locais militares do Irã. O exército israelense alertou os iranianos
que, se estivessem dentro ou perto dessas infraestruturas em todo o país,
deveriam se retirar dos locais.
No sul do Iraque, houve um bombardeio contra uma base
militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, segundo
informaram as autoridades.
Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos
Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da agência de
notícias AFP.
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mirou
a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma primeira onda
de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e
drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”,
afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado,
referindo-se a Israel.
O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel,
informou estar tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte
do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que
responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez
“todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes
da AFP em Riade, na Arábia Saudita, ouviram fortes explosões,
assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, no Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado
mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques.
Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes
explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos Estados
Unidos. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques
de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.
*Com informações de AFP e Estadão Conteúdo

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