Quem fiscaliza os preços? A vulnerabilidade do consumidor em Rio das Ostras | Rio das Ostras Jornal

Quem fiscaliza os preços? A vulnerabilidade do consumidor em Rio das Ostras

Por Angel Morote

A economia doméstica do morador de Rio das Ostras tem sofrido golpes constantes. Basta uma caminhada pelas farmácias, supermercados e postos de combustíveis para notar a disparidade de preços e a ausência de uma fiscalização municipal que realmente proteja o consumidor. Em uma cidade onde a renda muitas vezes é sazonal, a inflação local se torna um peso insuportável. Esse cenário é particularmente cruel para as pessoas com deficiência e idosos, que possuem despesas fixas e elevadas com saúde, nutrição específica e medicamentos. A pergunta que ecoa nas ruas é uma só: quem está zelando pelo equilíbrio entre o lucro do comércio e o direito de sobrevivência do cidadão?

A ausência de um Procon municipal forte e de uma vigilância que atue preventivamente contra preços abusivos cria um ambiente de "terra sem lei". Em muitos casos, produtos essenciais para a manutenção da vida são vendidos com margens de lucro que desafiam o bom senso. Como ativista social, percebo que a falta de intervenção do poder público para coibir essas práticas é uma forma de negligência. A prefeitura não pode apenas ser uma arrecadadora de alvarás; ela deve ser a garantidora de que o comércio local atue de forma justa e ética. A qualidade de vida em Rio das Ostras está sendo corroída pela falta de fiscalização sobre os serviços básicos.

O impacto de preços abusivos nos combustíveis, por exemplo, encarece toda a cadeia produtiva local, desde o frete do alimento que chega à nossa mesa até o custo do transporte adaptado. Muitas pessoas com deficiência dependem de transporte particular ou por aplicativos para realizar tratamentos médicos devido à falha do transporte público, e o alto preço dos combustíveis torna essa necessidade básica um luxo inacessível. É dever do município monitorar as variações de preços e denunciar práticas de cartel ou aumentos injustificados, protegendo o elo mais fraco da corrente: o consumidor.

Precisamos de uma rede de proteção que inclua a fiscalização ativa e canais de denúncia eficientes. A conscientização do cidadão também é fundamental, mas ela deve ser respaldada por uma autoridade municipal que tenha "dentes" para punir quem abusa. Rio das Ostras precisa ser uma cidade acolhedora não apenas para o turista, mas para o morador que sustenta a economia local o ano inteiro. A justiça econômica é um pilar da cidadania e um direito que não pode ser ignorado pela gestão pública.

Afinal, qual é o limite da paciência do povo de Rio das Ostras diante de preços que sobem sem controle enquanto o poder público assiste a tudo de braços cruzados?

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