A economia
doméstica do morador de Rio das Ostras tem sofrido golpes constantes. Basta uma caminhada pelas farmácias,
supermercados e postos de combustíveis para notar a disparidade de preços e a
ausência de uma fiscalização municipal que realmente proteja o consumidor. Em uma cidade onde a renda muitas
vezes é sazonal, a inflação local se torna um peso insuportável. Esse cenário é particularmente cruel
para as pessoas com deficiência e idosos, que possuem despesas fixas e elevadas
com saúde, nutrição específica e medicamentos. A pergunta que ecoa nas ruas é uma só: quem está zelando pelo
equilíbrio entre o lucro do comércio e o direito de sobrevivência do cidadão?
A ausência de
um Procon municipal forte e de
uma vigilância que atue preventivamente contra preços abusivos cria um ambiente
de "terra sem lei". Em
muitos casos, produtos essenciais para a manutenção da vida são vendidos com
margens de lucro que desafiam o bom senso. Como ativista social, percebo que a falta de intervenção do poder
público para coibir essas práticas é uma forma de negligência. A prefeitura não pode apenas ser uma
arrecadadora de alvarás; ela deve ser a garantidora de que o comércio local
atue de forma justa e ética. A
qualidade de vida em Rio das Ostras está sendo corroída pela falta
de fiscalização sobre os serviços básicos.
O impacto de
preços abusivos nos combustíveis, por exemplo, encarece toda a cadeia produtiva
local, desde o frete do alimento que chega à nossa mesa até o custo do
transporte adaptado. Muitas
pessoas com deficiência dependem de transporte particular ou por aplicativos
para realizar tratamentos médicos devido à falha do transporte público, e o
alto preço dos combustíveis torna essa necessidade básica um luxo inacessível. É dever do município monitorar as
variações de preços e denunciar práticas de cartel ou aumentos injustificados,
protegendo o elo mais fraco da corrente: o consumidor.
Precisamos de
uma rede de proteção que inclua a fiscalização ativa e canais de denúncia eficientes.
A conscientização do cidadão
também é fundamental, mas ela deve ser respaldada por uma autoridade municipal
que tenha "dentes" para punir quem abusa. Rio das Ostras
precisa ser uma cidade acolhedora não apenas para o turista, mas para o morador
que sustenta a economia local o ano inteiro. A justiça econômica é um pilar da cidadania e um direito que não
pode ser ignorado pela gestão pública.
Afinal, qual
é o limite da paciência do povo de Rio
das Ostras diante de preços que
sobem sem controle enquanto o poder público assiste a tudo de braços cruzados?

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