Ainda não há data definida para ela prestar depoimento e nem
é certo se a empresária terá de ser ouvida na comissão
A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), todos os
requerimentos em pauta, incluindo a convocação de Leila Pereira, presidente
do Palmeiras e da Crefisa, uma das principais instituições de créditos
consignados no País voltados para aposentados e pensionistas.
Procurada, Leila não quis se pronunciar. Não
há data definida para ela depor nem é certo se a empresária terá de ser ouvida
na comissão. É necessário que o presidente da CPI paute a convocação.
O requerimento de convocação foi feito pelo relator da
comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo
deputado Sidney Leite (PSD-AM), em sessão interrompida por
briga.
A empresária foi convocada pelos parlamentares na condição
de testemunha. No requerimento, Gaspar argumenta que a Crefisa “assumiu papel
central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de
novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação”.
Os parlamentares querem que Leila explique as
irregularidades, detalhe as providências adotadas e seus prazos, e
qual é a responsabilidade do banco “por ação ou omissão na manutenção de
práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS”.
O contrato da Crefisa com o INSS está suspenso de
forma cautelar desde agosto de 2025. Segundo o órgão, a
decisão foi tomada após “reiteradas reclamações” registradas por beneficiários
em diferentes canais. Também foram constatadas irregularidades no serviço,
entre elas: dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, coação para
a abertura de conta corrente, venda casada e falta de estrutura adequada nas
agências.
A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento de
novos benefícios previdenciários após arrematar um pregão em outubro de 2024.
Houve denúncias de “graves falhas operacionais, contratuais e
sistêmicas” contra a empresa, o que levou o INSS a suspender
cautelarmente parte dos contratos.
Os relatos dão conta de pressão sobre clientes para abrir
contas correntes e contratação de produtos não solicitados, o que configuraria prática
de venda casada.
A Crefisa foi a principal patrocinadora do Palmeiras durante
uma década. A parceria foi encerrada em dezembro do ano passado.
JP

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