A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi tomada no âmbito das investigações sobre suspeitas de fraudes envolvendo descontos associativos ilegais aplicados em aposentadorias e pensões.
Ao todo, a comissão analisou e aprovou 87 requerimentos,
incluindo o pedido de quebra de sigilo. A votação ocorreu de forma simbólica, o
que gerou protestos de parlamentares da base governista. A transmissão ao vivo
da sessão foi interrompida após o início de uma confusão no plenário.
Durante o tumulto, deputados precisaram ser separados. Entre
os envolvidos estavam Rogério Corrêa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar
(União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Após o episódio, a
sessão foi suspensa.
A CPMI também aprovou a convocação de um ex-assessor do
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para prestar
esclarecimentos.
O presidente da comissão criticou a ausência do advogado
Cecílio Galvão, que havia sido convocado a depor. Segundo ele, o advogado
respondeu apenas às 21h22 da véspera, alegando compromissos profissionais. “A
CPMI não é convite. É convocação legal”, afirmou em publicação nas redes
sociais. Ele informou ainda que, diante da ausência considerada injustificada,
determinou à Secretaria da comissão a adoção de procedimentos para condução
coercitiva do depoente. “Quem deve explicações ao país não escolhe dia nem
horário.”
Também foi lamentada a ausência do deputado estadual Edson
de Araújo (MA), acusado de ameaçar o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte
Júnior (PSB-MA).
A comissão investiga possíveis irregularidades em descontos
realizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS,
que teriam ocorrido sem autorização dos segurados.
Gazeta Brasil

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