Ministro tinha escolhido nomes específicos para fazer
relatório do material apreendido na operação Compliance Zero
O ministro do STF
(Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou que a Polícia Federal defina
quem vai periciar os celulares e documentos apreendidos na segunda fase da
operação Compliance
Zero, realizada em 14 de janeiro.
Uma reunião realizada na semana passada entre delegados à
frente da investigação e o novo ministro relator do inquérito sobre o banco
Master foi decisiva para devolver à PF atribuições naturais da investigação
policial, como a definição de quem vai atuar internamente, em um inquérito que
não é originário do judiciário.
O ministro Dias Toffoli deixou a condução do inquérito após
a Polícia Federal entregar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin,
mencionando pagamentos ao ministro Toffoli no celular de Daniel Vorcaro,
principal investigado do caso. Esse celular foi apreendido na primeira fase da
operação, ainda em 2025, quando o inquérito era conduzido pela primeira
instância.
Para fontes com conhecimento sobre as investigações, “se
tivesse sido analisado pelo perito definido pelo ministro, não teríamos chegado
onde chegamos”. A análise leva em conta a capacitação de ao menos um dos
indicados, que, segundo investigadores, “é ótimo engenheiro, mas não tinha
qualificação para atuar em um caso de análise finaceira”. Toffoli tinha tomado
inúmeras decisões polêmicas à frente da relatoria que agora caem por terra,
como a definição de que as provas colhidas na segunda fase ficassem sob
custódia da PGR (Procuradoria geral da República).
Com a definição de novos nomes para periciar o material, a
PF agora começa a extrair e avaliar o conteúdo de ao menos quatro celulares de
Daniel Vorcaro, apreendidos nessa segunda fase da operação, além de muitos
documentos e computadores.
R7

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!