Vice-presidente também afirmou que, apesar dos embates
políticos, sua relação com Lula ‘sempre foi respeitosa’
O vice-presidente da República e ministro de
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSD), disse
que o “apreço pela democracia” fez com que ele se juntasse ao presidente Lula
(PT), antigo adversário do ex-governador de São Paulo.
“[A divisão é entre] quem tem apreço pela democracia e quem
não tem apreço pela democracia, isso que diferencia”, disse o vice-presidente
em entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan News.
Ele ainda criticou a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro
após a derrota nas eleições de 2022. “Eu vi em 2022 eles perdendo a eleição e
teve uma tentativa de golpe, imagine se tivessem ganhado”, disse. Alckmin
também esclareceu que, apesar dos embates políticos, sua relação com
Lula “sempre foi respeitosa”.
Sobre a saída conturbada do PSDB, partido do qual foi um dos
principais nomes, Alckmin disse que “política se faz com convicção”,
em uma crítica à sigla que perdeu.
Perguntado se era de esquerda, centro ou direita, o ministro
disse apenas que era “um social democrata”. Sobre a ascensão do
bolsonarismo, o vice-presidente disse que o ‘lava-jatismo’ e a facada sofrida
pelo então candidato do PSL em 2018 durante um comício na cidade de Juiz de
Fora (MG) “alteraram o curso eleitoral”.
Alckmin no Visão Crítica
O vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi o convidado desta sexta-feira
(6) do Visão Crítica, apresentado por Marco Antonio Villa. Na entrevista,
Alckmin falou sobre as movimentações da base do governo para as eleições deste
ano, as negociações contra o tarifaço da Donald Trump e as perspectivas para a
economia com a reforma tributária e o acordo entre Mercosul e União Europeia.

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