Resposta vem após Donald Trump pressionar as empresas
petrolíferas a investirem US$ 100 milhões no país sul-americano
Uma semana após os Estados
Unidos capturarem Nicolás
Maduro sob argumento de julgá-lo por narcotráfico e com objetivo
de controlar o petróleo venezuelano, o governo de Donald Trump recebeu
uma mensagem não muito favorável da Exxonmobil, maior petroleira dos EUA.
Segundo eles, é impossível investir na Venezuela.
“Hoje, é impossível investir na Venezuela”, disse o presidente-executivo Darren
Woods, após o republicano obrigar as empresas petrolíferas a investirem US$ 100
bilhões no país sul-americano para expandir a produção legal.
“Nossos ativos foram confiscados lá duas vezes, então você
pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastantes
significativas”, disse Woods, enfatizando que se não houver reformas profundas,
é inviável investir na Venezuela. A empresa deixou o país há quase 20 anos após
a nacionalização dos seus ativos.
“Mudanças significativas precisam ser feitas nas estruturas
comerciais e sistema jurídico. É preciso proteções duradouras para os
investimento e mudanças nas leis de hidrocarbonetos no país”, disse o
presidente-executivo, informando que mesmo assim vai mandar uma equipe para
avaliar a situação.
Apesar da resistência com o que vai encontrar e com a
operação, Woods se diz confiante de que, com o governo Trump trabalhando em
conjunto com o da Venezuela, as mudanças necessárias podem ser implementadas.
Desde a saída das petrolíferas da Venezuela, a Chevron é a
única que continua operando no país e está comprometida com o investimento na
Venezuela. Neste sábado, após anunciar na terça-feira (6) que o governo
venezuelano concordou em dar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA e
que o dinheiro seria utilizado para o bem-estar da população venezuelana e
norte-americana, o presidente Trump assinou um decreto para proteger lucros lo
petróleo venezuelano retino pelos EUA. Com ele, o republicano
busca “promover os objetivos da política externa americana”, afirmou a
Casa Branca em um comunicado que acompanha o decreto.
JP
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