Caso Master: Daniel Vorcaro é convocado para depor na CPMI do INSS | Rio das Ostras Jornal

Caso Master: Daniel Vorcaro é convocado para depor na CPMI do INSS

Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Divulgação/Banco Master

O senador Carlos Viana anunciou que a comissão também convocou Luiz Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG, para esclarecer suspeitas de fraude envolvendo crédito consignado oferecido a beneficiários

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos), anunciou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi convocado para depor na comissão na próxima semana.

Além de Vorcarotambém foi chamado o ex-presidente do Banco BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, ambos investigados no caso de fraudes envolvendo descontos irregulares contra aposentados e pensionistas. Os depoimentos estão previstos para a próxima quinta-feira (05).

Viana também informou que a comissão tenta reverter o habeas corpus que impede o comparecimento do empresário Maurício Camisoti, investigado sobre as supostas fraudes no INSS.

A CPMI apura suspeitas de fraudes e outras irregularidades na oferta e na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que ninguém se esconda atrás de decisões provisórias e que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro”, escreveu o senador no X.

Além das convocações, Viana também defendeu a prorrogação dos trabalhos da CPMI que apura as fraudes e iniciou a coleta de assinaturas para estender o prazo de funcionamento do colegiado.

encerramento da comissão está previsto para 28 de março. No entanto, o senador avalia que ainda é necessário aprofundar a apuração dos fatos investigados.

“Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas. Tenho convicção de que o pedido de prorrogação será analisado com seriedade e acolhido, em respeito ao interesse público e ao dever constitucional do Congresso Nacional de fiscalizar e dar respostas ao povo brasileiro”, disse o senador.

CPMI do INSS

Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro.

Neste ano o trabalho da comissão será concentrado em análises de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.

Em 2025 a CPMI ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o “Careca do INSS”. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”.

Segundo os dados apurados pela CPMI, ele seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.

Vários depoentes optaram por permanecer em silêncio amparados por habeas corpus. Além disso, senadores afirmaram que alguns depoentes mentiram durante as oitivas.

Por esse motivo, a CPMI deu voz de prisão a Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS.

Até janeiro de 2026, a CPMI soma 4,8 mil documentos analisados, 73 requerimentos de informação e 48 quebras de sigilo, e apontou 108 empresas suspeitas e mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras incompatíveis.

Caso Master

As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.

caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

JP

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