Criminosos armados dispararam aleatoriamente e roubaram
pertences das vítimas no segundo massacre do tipo registrado no país apenas
neste mês
Nove pessoas morreram quando homens armados abriram fogo em
um bar nos arredores de Joanesburgo na madrugada deste domingo (21), informou a
polícia. Este é o segundo tiroteio do tipo na África do Sul neste
mês. Outras dez pessoas ficaram feridas no ataque ocorrido no início da
manhã em um bar localizado no bairro de Bekkersdal, em uma área de mineração de
ouro a cerca de 40 quilômetros (25 milhas) a sudoeste da cidade.
O ataque segue um tiroteio em um bar perto de Pretória, em 6
de dezembro, quando homens armados mataram doze pessoas, incluindo uma criança
de três anos.
A polícia inicialmente informou que 10 pessoas morreram no
ataque ao bar em Bekkersdal pouco antes da 1h (20h no horário de Brasília), mas
posteriormente revisou o número de vítimas para baixo.
A maioria dos homens estava armada com pistolas e um deles
portava um fuzil AK-47, disse o vice-comissário provincial de polícia,
major-general Fred Kekana, à emissora SABC, no local do crime. “Eles
entraram no bar e atiraram aleatoriamente nos frequentadores, sem provocação”,
afirmou.
Três pessoas foram mortas dentro do bar e outras enquanto
fugiam do local, com os agressores continuando a atirar durante a fuga, disse
ele.
“Também foi relatado que, depois de atirar nas pessoas, eles
as revistaram. Levaram seus pertences, incluindo celulares”, disse
Kekana. Entre os mortos estava um motorista de um serviço de transporte
por aplicativo que passava pelo local. “É puro crime”, disse Kekana. A
polícia iniciou uma busca pelos agressores e pediu a ajuda da população.
Onda de criminalidade
A África do Sul, país mais industrializado do continente,
enfrenta uma alta taxa de criminalidade, em grande parte impulsionada por redes
organizadas e gangues. O país está repleto de armas de fogo, legais e
ilegais, e tiroteios são comuns, frequentemente motivados por rivalidades entre
gangues e pela competição entre negócios informais.
O bar atingido no ataque em Pretória, no início deste mês,
era um estabelecimento clandestino em um albergue para trabalhadores migrantes
no bairro de Saulsville. Entre os mortos estavam crianças de três, 12 e 16
anos.
O país também ficou chocado com o assassinato, em plena luz
do dia, no centro de Joanesburgo, na semana passada, de um popular
ex-apresentador de rádio conhecido como DJ Warras.
O homem de 40 anos, cujo nome verdadeiro era Warris Stock,
foi morto a tiros em 16 de dezembro em frente a um prédio que havia visitado a
trabalho para uma empresa de segurança privada.
Em outro assassinato de grande repercussão, uma testemunha
em uma investigação de corrupção foi morta a tiros na frente de sua família em
5 de dezembro, apenas algumas semanas depois de depor contra um chefe de
polícia municipal.
O assassinato de Marius Van der Merwe, de 41 anos, reacendeu
o debate sobre a perseguição a denunciantes que fornecem informações
relacionadas a crimes e corrupção, incluindo no setor público e em casos que
envolvem funcionários do governo.
A África do Sul tem uma das maiores taxas de homicídio do
mundo, com uma média de 63 pessoas mortas por dia entre abril e setembro,
segundo dados da polícia.
Em um dos piores massacres a tiros dos últimos meses, 18
parentes foram mortos a tiros em uma propriedade rural na província do Cabo
Oriental, em setembro de 2024. As vítimas, que estavam reunidas para uma
cerimônia tradicional, tinham entre 14 e 64 anos, sendo 15 mulheres. Vários
homens foram presos.
Com informações
da AFP

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