Teste temporário realizado pela CET-Rio foi aprovado pelos
usuários
Rio - A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio)
realizou, neste sábado (15), um teste de uma faixa exclusiva para ciclistas
ligando a Praça Mauá, no Centro, ao Leblon, na Zona Sul, passando pela orla.
Apesar de surpresos, os usuários da ciclofaixa elogiaram a alternativa.
"Essa iniciativa da prefeitura é realmente louvável,
porque traz todo o conforto e segurança para o ciclista. Espero que esse evento
seja permanente e extensivo a outras vias da cidade, onde o número de ciclistas
é cada vez maior", destacou José Henrique Sevilhano.
O teste aconteceu das 8h às 16h, com um percurso total de 17
Km, incluindo as ciclovias já existentes, e 90 pontos de atuação de agentes de
tráfego. A ciclofaixa ocupou uma faixa da pista de veículos, junto ao canteiro
central, em toda a extensão das orlas do Leblon, Ipanema e Copacabana, além da
Rua Francisco Otaviano. A medida tem o objetivo de ampliar a capacidade,
proporcionando mais conforto e segurança aos ciclistas. O estacionamento foi
proibido na área de lazer da orla de Ipanema e do Leblon.
O paratleta Edson Rocha é cadeirante e utiliza a
"handbike", uma bicicleta adaptada para mãos. Ele foi convidado para
fazer o teste na orla e também aprovou.
"Eu acho que tem tudo para dar certo essa nova área para
os ciclistas, pois nós teremos mais segurança, mais liberdade e mais autonomia
para fazer o passeio, o esporte, sem ter nenhum conflito com outras pessoas que
estão no calçadão ou que estão na ciclovia, ou que estão na pista, correndo e
se divertindo. Espero que esse projeto seja para todo ano, para manter a
segurança de todos aqui no Rio de Janeiro", comentou.
Fundador da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio de
Janeiro, Raphael Pazos acompanhou a operação teste e elogiou a iniciativa.
"Hoje a bicicleta está no dia a dia da população brasileira. As pessoas
usam a bicicleta para transporte, lazer, esporte, turismo e principalmente para
o trabalho. Isso é muito positivo que a Prefeitura do Rio aumente o espaço para
as bicicletas e para os pedestres, garantindo um pouco mais de ordenamento além
de facilitar a mobilidade das pessoas", destacou.
A operação proporcionou um circuito para ciclistas até a
Praça Mauá, no Centro, por meio de ciclofaixa também criada na interligação do
Aterro do Flamengo com a Avenida Rio Branco, pela passarela do Museu de Arte
Moderna (MAM). Além disso, houve uma extensão a partir da altura da Rua Nilo
Peçanha até a Praça Mauá, cruzando a Avenida Presidente Vargas.
O percurso incluiu os trechos onde já existem ciclovias,
como o Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo e as avenidas Princesa Isabel,
Lauro Sodré, Venceslau Brás e Pasteur.
O presidente da CET-Rio, Luiz Eduardo Oliveira, disse que a ciclovia
existente apresenta alta utilização aos domingos e feriados e houve bastante
adesão por parte dos ciclistas. "A fase experimental transcorreu de forma
positiva e segura. Realizamos diversas observações e coleta de dados, e com
base nesses resultados planejaremos um programa mais abrangente para as
próximas etapas", explicou.
O Dia

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