Combinação de imagens de arquivo criada em 20 de setembro de 2025 mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), gesticulando enquanto caminha para embarcar no Força Aérea Um na Base Conjunta Andrews. Photo by Brendan SMIALOWSKI and Federico PARRA / AFP
No material é datado de 6 de
setembro, quatro dias após o primeiro ataque dos Estados Unidos a uma
embarcação que estaria transportando drogas no mar sul-americano
Nicolás
Maduro, presidente da Venezuela,
enviou uma carta a Donald Trump, presidente dos Estados
Unidos, em meio à tensão entre os dois países nas últimas semanas.
Parte do conteúdo foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (20). No
material, datado de 6 de setembro, quatro dias após o primeiro ataque dos
Estados Unidos a uma embarcação que estaria transportando drogas no mar
sul-americano, Maduro nega as acusações do governo norte-americano de que a
Venezuela seja um ponto-chave no tráfico de drogas, indicando que apenas por
volta de 5% das drogas produzidas pela Colômbia passassem por seu território,
alegando, ainda, que cerca de 70% de todas elas seriam apreendidas pelas
autoridades locais.
Maduro também escreve uma
mensagem direta a Trump, pedindo que “juntos possamos derrotar as mentiras que
têm maculado nossa relação”, que deve ser “pacífica”, e estar sempre abertos
para conversas por meio do diplomata Richard Grenell, “para superar os ruídos
midiáticos e as fake news”.
Nas últimas semanas, os Estados
Unidos têm feito um reforço militar no Mar do Caribe, nas proximidades da
Venezuela. Membros do governo Trump afirmam que missão tem como objetivo
interromper tráfico de drogas, mas autoridades militares e analistas dizem que
verdadeiro objetivo pode ser derrubar presidente venezuelano. Mais cedo
neste sábado, 20, o presidente dos Estados Unidos publicou um recado direto ao
país sul-americano: “Queremos que a Venezuela aceite imediatamente todos os
prisioneiros e pessoas de instituições mentais forçadas a entrar nos Estados
Unidos”. Caso contrário, segundo ele, “o preço que pagarão será
incalculável”. O governo de Maduro, por sua vez, tem respondido às
crescentes tensões com exercícios militares na região caribenha.
JP

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