Motta continuou: "A polarização política no Brasil tem cansado muita gente, e agora querem criar a polarização social" TON MOLINA/FOTOARENA
Em vídeo publicado desta segunda
(30), presidente da Câmara mencionou os 388 votos favoráveis à derrubada do
IOF, ‘de deputado de esquerda e de direita’, e afirmou que o tributo ‘afeta
toda a cadeia econômica’
O presidente da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou que o
governo teria sido traído na votação que derrubou o decreto do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF) e disse ter comunicado ao Executivo
que a elevação do tributo teria dificuldade de ser aprovada no Congresso
Nacional. As declarações ocorreram por meio de um “reels” no Instagram, vídeo
curto e editado, publicado na manhã desta segunda-feira (30). Na peça, há um
narrador que diz ser “fake” que o Congresso não olha para o povo e que o
governo tenha sido pego de surpresa. Motta, então, aparece no vídeo e afirma:
“Primeiro, quem alimenta o nós contra eles acaba governando contra todos”. Em
seguida, mencionou os 383 votos favoráveis à derrubada do IOF “de deputado de
esquerda e de direita” e afirmou que o tributo “afeta toda a cadeia econômica”.
Motta continuou: “A polarização
política no Brasil tem cansado muita gente, e agora querem criar a polarização
social”. O presidente da Câmara citou, na sequência, propostas de autoria do
governo que foram aprovadas na mesma sessão da Câmara que sustou o decreto do
IOF, como o consignado privado e a Medida Provisória do Fundo Social. O
parlamentar também disse que alertou o governo sobre “o barco em direção ao
iceberg” e afirmou que não serve a nenhum partido. “Capitão que vê o barco indo
em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice. E nós avisamos ao
governo que essa matéria do IOF teria muita dificuldade de ser aprovada no
Parlamento. O presidente de qualquer Poder não pode servir a um partido, ele
tem que servir ao seu País”, declarou.
O deputado afirmou ainda ser
verdadeira a impressão de que atua como “morde e assopra” na Câmara. “Se uma
ideia for ruim para o Brasil, eu vou morder. Mas se essa ideia for boa, eu vou
assoprar, para que ela possa se espalhar por todo o país. Ser de centro não é
ter ausência de posição. É ter ausência de preconceito”, disse. A Câmara
derrubou o decreto na última quarta-feira, 25 de junho. Motta informou na noite
anterior, na rede social X, que pautaria a derrubada do IOF no plenário da
Câmara.
A insistência do governo, que
cogita, inclusive, judicializar o tema, acirrou os ânimos no Congresso.
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, agradeceu a Hugo Motta e Davi
Alcolumbre, presidentes das casas legislativas, e “a todos os parlamentares que
votaram a favor” da derrubada do decreto do governo sobre o IOF. “A decisão do Congresso
foi clara: dissemos não ao aumento do IOF porque entendemos que o povo
brasileiro não aguenta mais pagar a conta de um Estado inchado e ineficiente. O
governo, ao insistir nessa proposta, demonstra total desconexão com a realidade
do país”, destacou o deputado Dr. Hiran (PP-RR).
JP

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