Sderot (Israel), 10/07/2025 – Fumaça se eleva após um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza, próximo a Beit Hanun, visto do lado israelense da fronteira, nesta quinta-feira. Atef Safadi/EFE. FOTO DO DIA
Conversas, mediadas por Catar,
Egito e Estados Unidos, ocorrem em Doha desde o último domingo (6); objetivo é
chegar a um acordo de trégua de 60 dias no conflito iniciado em 7 de outubro de
2023
Israel e o Hamas trocaram
acusações neste sábado (12) sobre a responsabilidade pelo impasse nas
negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Enquanto isso, mais de 20 palestinos morreram em ataques israelenses, segundo a
Defesa Civil local. As conversas, mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos,
ocorrem em Doha desde o último domingo (6). O objetivo é chegar a um acordo de
trégua de 60 dias no conflito iniciado com o ataque do Hamas a Israel em 7 de
outubro de 2023. Nesse cenário, dez reféns israelenses ainda em poder do grupo
palestino seriam libertados.
Uma fonte palestina afirmou que
as negociações enfrentam “obstáculos complexos”, principalmente devido à recusa
de Israel em se retirar completamente da Faixa de Gaza. Segundo essa fonte,
Israel insiste em manter suas forças em mais de 40% do território, onde vivem
mais de 2 milhões de pessoas afetadas por quase dois anos de guerra.
Do lado israelense, um dirigente
acusou o Hamas de se recusar a fazer concessões e de adotar uma “guerra
psicológica” para sabotar o processo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
reiterou que o objetivo da ofensiva é libertar reféns, destruir a
infraestrutura do Hamas e remover o grupo do controle de Gaza. Apesar do
impasse, houve algum avanço em pontos como a troca de reféns por prisioneiros
palestinos e a ampliação da ajuda humanitária.
Em comunicado conjunto, sete
agências da ONU alertaram neste sábado para a escassez crítica de combustível
na Faixa de Gaza. Segundo o texto, a situação pode representar “uma nova carga
insuportável para uma população à beira da fome”. Entre os mortos nos ataques
israelenses deste sábado estão um homem, sua esposa e seu filho, atingidos
durante a noite em um campo de deslocados em Deir al-Balah, no centro do
território.
O Exército israelense afirmou ter
bombardeado cerca de 250 “alvos terroristas” nas últimas 48 horas. Devido às
restrições de acesso e à presença limitada de jornalistas no local, as
informações não podem ser verificadas de forma independente.
Segundo dados oficiais
compilados, o ataque do Hamas em outubro de 2023 deixou 1.219 israelenses
mortos, a maioria civis. Já as operações de retaliação israelenses resultaram
em pelo menos 57.882 mortes de palestinos, também em sua maioria civis, de
acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, cujos dados são considerados
confiáveis pela ONU.
Netanyahu disse estar disposto a
negociar um cessar-fogo permanente, mas impõe como condição o desarmamento do
Hamas e a renúncia do grupo ao controle de Gaza, que ocupa desde 2007. Já o
Hamas exige a retirada total das forças israelenses de todas as áreas ocupadas
após 2 de março de 2025. O impasse mantém o cenário de violência e agrava a
crise humanitária no enclave palestino.
Com informações da AFP

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