Gabriel Galípolo afirma que Banco Central não vai “segurar o dólar no peito” | Rio das Ostras Jornal

Gabriel Galípolo afirma que Banco Central não vai “segurar o dólar no peito”

O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (2) que a autoridade monetária não vai intervir de maneira agressiva para controlar o câmbio, apesar da alta do dólar, que alcançou R$ 6,06. Ele disse que a flutuação do câmbio é um dos pilares da política econômica do país, essencial para a estabilidade, e reafirmou a importância da atuação do Banco Central apenas em casos de “desfuncionalidade”.

 “É uma discussão que às vezes vai surgir, de que o país tem US$ 370 bilhões de reservas, por que não segura [o câmbio] no peito? Quem está no mercado e está assistindo sabe que não é assim que funciona”, afirmou Galípolo durante evento promovido pela XP.

O novo presidente do Banco Central ressaltou que o câmbio flutuante é um dos elementos fundamentais da matriz econômica atual e que ele “está cumprindo o seu papel muito bem” neste momento de volatilidade. Galípolo reiterou que a intervenção será realizada apenas quando necessário para corrigir distúrbios no mercado.

Além disso, o economista abordou a questão da meta de inflação, afirmando que a discussão sobre a meta de 3% já é um assunto “superado”. As projeções de inflação para 2025 indicam que o país deverá ultrapassar a meta, mas Galípolo destacou que o Banco Central continuará seguindo as diretrizes estabelecidas.

O último boletim do Banco Central apontou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano deve fechar em 4,71%, 0,08 ponto percentual acima das estimativas feitas na semana anterior.

Galípolo também mencionou a atual política monetária mais rigorosa, justificando a manutenção de taxas de juros elevadas devido ao cenário econômico do país. No entanto, ele evitou antecipar qualquer posicionamento sobre as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reunirá nos dias 10 e 11 deste mês.

O aumento da taxa Selic, que passou de 10,75% para 11,25% no último encontro do Copom, coloca o Brasil com a terceira maior taxa de juros real do mundo, o que gera discussões sobre os impactos dessa política no crescimento econômico do país.

Gazeta Brasil

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