MST critica mudanças no Minha Casa Minha Vida por ‘favorecem’ classe média | Rio das Ostras Jornal

MST critica mudanças no Minha Casa Minha Vida por ‘favorecem’ classe média

Na manhã desta terça-feira (3), Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acampam na área externa da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Porto Alegre. EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO

Movimento alega que mudanças prejudicaram os contratos com movimentos sociais e favoreceram mais a classe média baixa em detrimento dos sem-teto

João Pedro Stedile, que lidera o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), expressou sua insatisfação com as recentes alterações no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) promovidas pelo governo Lula. Segundo ele, essas mudanças prejudicaram os contratos com movimentos sociais e favoreceram mais a classe média baixa em detrimento dos sem-teto. Stedile enfatizou a importância de alocar recursos que permitam a participação da população no programa, alertando que, sem essa ação, o final do ano poderá resultar em lucros para construtoras e em ocupações de terrenos. Em resposta às críticas, o Ministério das Cidades esclareceu que o MCMV opera com duas modalidades de recursos. A primeira é a subsidiada, voltada para famílias com renda de até R$ 2.850, enquanto a segunda é a financiada, destinada a aquelas com renda de até R$ 8.000. Ambas as modalidades têm como prioridade atender famílias de baixa renda. As recentes mudanças incluem um aumento no subsídio para a compra de imóveis e uma redução nas taxas de juros para as famílias com menor renda.

O presidente Lula destacou que o programa também busca atender aqueles que possuem rendimentos mais altos. O relançamento do MCMV ocorreu após as modificações implementadas durante o governo anterior, de Jair Bolsonaro. Dados recentes indicam um crescimento expressivo nos lançamentos e vendas de unidades habitacionais dentro do programa. Para o próximo ano, o orçamento destinado à modalidade subsidiada foi elevado para R$ 15,3 bilhões, e houve progressos na modalidade MCMV-Entidades, com a retomada de obras e a seleção de novas unidades habitacionais. O Ministério das Cidades reafirmou seu compromisso com a transparência e a correta utilização dos recursos públicos, buscando garantir que as mudanças beneficiem efetivamente a população mais necessitada.

JP

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